Influenciador Eduardo Magrini é alvo de megaoperação por laços com o PCC

Investigação revela esquema de lavagem de dinheiro em rodeios e empresas de transporte.

Publicado em 8 de maio de 2026 às 10:27

Ostentação e crime: Influenciador Eduardo Magrini é alvo de megaoperação por laços com o PCC
Ostentação e crime: Influenciador Eduardo Magrini é alvo de megaoperação por laços com o PCC Crédito: Reprodução/Redes sociais

A manhã desta sexta-feira (8) começou agitada para o influenciador Eduardo Magrini, conhecido no mundo digital como "Diabo Loiro". Em uma ação conjunta entre o Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Polícia Civil, a chamada "Operação Caronte" saiu às ruas para desarticular um robusto esquema de lavagem de dinheiro. O ex-padrasto de MC Ryan SP é suspeito de utilizar empresas de fachada para "limpar" recursos vindos do tráfico de drogas da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Com mais de 100 mil seguidores, Magrini vendia a imagem de um próspero produtor rural e empresário de sucesso. No entanto, os investigadores afirmam que essa fortuna tem origem sombria. Segundo o MPSP, o influenciador utilizava empresas do setor de transportes e até do ramo de rodeios para movimentar dinheiro ilícito através de "laranjas". A ostentação nas redes sociais foi um dos fios condutores que permitiram à polícia ligar o patrimônio milionário às atividades criminosas.

A operação não se restringiu a Magrini. O filho do influenciador também entrou no radar das autoridades, sendo investigado por usar uma empresa do ramo musical para o escoamento de verbas ilegais. Ao todo, onze mandados de busca e apreensão foram cumpridos em diversas cidades paulistas, incluindo Campinas, Osasco e Mogi das Cruzes.

O impacto financeiro da operação foi pesado. A Justiça determinou o congelamento de R$ 10 milhões das contas dos envolvidos. Além de caminhões e carros de luxo, a polícia apreendeu animais de alto valor. Entre os bens confiscados está o boi "Império", uma das estrelas do circuito de rodeios e o terceiro melhor ranqueado do Brasil, reforçando como o setor era usado para dar aparência legal ao dinheiro do crime.

Eduardo Magrini já é uma figura conhecida das autoridades. Investigado desde 2016, ele já havia sido preso em outubro do ano passado. Mais do que a lavagem de dinheiro, pesa contra ele a suspeita de envolvimento em um plano audacioso da facção criminosa para assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho.

Até o fechamento desta matéria, a defesa de Eduardo Magrini não havia sido localizada para comentar as acusações. O espaço permanece aberto para manifestações oficiais.