Publicado em 22 de julho de 2026 às 11:18
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começou a analisar os pedidos de pensão especial destinada a crianças e adolescentes que perderam suas mães em casos de feminicídio. Mais de 400 requerimentos que aguardavam avaliação devem ser analisados até o fim deste mês.>
O benefício foi criado por lei em 2023, mas a regulamentação necessária para sua concessão só foi concluída recentemente. Segundo o INSS, os pedidos aprovados terão pagamento retroativo à data da solicitação.>
Quem tem direito?>
A pensão é destinada a crianças e adolescentes de até 18 anos que ficaram órfãos em decorrência de feminicídio. O benefício também contempla dependentes de mulheres transgênero vítimas desse tipo de crime.>
O valor da pensão é de um salário mínimo por mês, dividido entre os dependentes, caso haja mais de um beneficiário.>
Para receber o auxílio, é necessário que:>
* A renda familiar por pessoa seja de até R$ 405,25 (equivalente a um quarto do salário mínimo);>
* O responsável legal esteja inscrito no Cadastro Único (CadÚnico), atualizado nos últimos dois anos;>
* Todos os membros da família possuam CPF;>
* Haja comprovação do feminicídio por meio de documentos do inquérito policial ou decisão judicial.>
Como solicitar?>
O pedido deve ser feito pelo responsável legal da criança ou adolescente. A solicitação pode ser realizada:>
* Em uma agência do INSS;>
* Pela Central 135;>
* Pelo aplicativo ou site Meu INSS.>
No aplicativo, basta acessar a plataforma com a conta Gov.br e pesquisar por “Pensão Especial – Dependentes de Vítimas de Feminicídio”, seguindo as orientações do sistema.>
Pagamento retroativo>
De acordo com o INSS, os pedidos apresentados desde dezembro de 2025 e que forem aprovados terão os valores pagos de forma retroativa, considerando a data em que o requerimento foi registrado.>
A medida busca garantir proteção social a crianças e adolescentes que perderam suas mães em decorrência da violência de gênero e que se encontram em situação de vulnerabilidade econômica.>