Investigação em Sinop termina com prisão de suspeito por comercializar pornografia infantil

Polícia Civil monitorou vendas de conteúdos ilícitos pelo WhatsApp e localizou o homem de 30 anos em um shopping da cidade.

Publicado em 23 de abril de 2026 às 07:32

Investigação em Sinop termina com prisão de suspeito por comercializar pornografia infantil 
Investigação em Sinop termina com prisão de suspeito por comercializar pornografia infantil  Crédito: Reprodução/Redes sociais

Um esquema de comercialização de crimes bárbaros contra a dignidade de crianças foi interrompido pela Polícia Civil de Mato Grosso nesta segunda-feira (20). Um homem de 30 anos foi detido em Sinop, sob a acusação de armazenar e vender fotos e vídeos que registravam abusos sexuais infantis. O flagrante é resultado de um trabalho minucioso da Delegacia de Itaúba, que começou a rastrear o suspeito após denúncias de que os registros eram oferecidos livremente através de grupos e conversas no WhatsApp.

A investigação ganhou corpo quando os agentes conseguiram ligar o número de telefone denunciado ao suspeito. Ao analisar o material preliminar, a polícia encontrou arquivos perturbadores que envolviam vítimas extremamente vulneráveis, incluindo bebês de apenas dois anos. O modus operandi era direto: o investigado utilizava o alcance do aplicativo de mensagens para lucrar com a exposição e o sofrimento das crianças.

A Justiça autorizou a prisão preventiva e a busca e apreensão após a apresentação das provas coletadas pela equipe do delegado Thiago Barros. O desfecho da operação ocorreu de forma estratégica:

A abordagem: O suspeito foi localizado enquanto trabalhava em uma loja dentro de um shopping center em Sinop.

A busca: Após a detenção, ele foi levado à sua residência, onde os policiais realizaram uma varredura completa.

Apreensões: Dispositivos eletrônicos e materiais digitais foram recolhidos e passarão por perícia técnica para verificar a extensão do arquivo ilícito.

O caso agora entra em uma nova fase. De acordo com a Polícia Civil, o objetivo principal é duplo: identificar quem eram os clientes que financiavam esse mercado criminoso e, prioritariamente, localizar e garantir a segurança das vítimas que aparecem nas imagens.