Investigação revela que professora teve dedos arrancados para realização de saques bancários na Bahia

Polícia Civil concluiu o inquérito sobre o latrocínio de uma professora aposentada de 64 anos; quatro pessoas foram indiciadas e estão presas.

Publicado em 25 de julho de 2026 às 18:05

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Professora aposentada Vivaldina Jesus Bonfim -
Professora aposentada Vivaldina Jesus Bonfim - Crédito: Divulgação/Internet

A Polícia Civil da Bahia concluiu as investigações sobre o assassinato da professora aposentada Vivaldina Jesus Bonfim, de 64 anos, morta durante um latrocínio (roubo seguido de morte) no município de Santa Rita de Cássia, no oeste baiano. O caso ganhou repercussão nacional após a polícia confirmar que os criminosos arrancaram quatro dedos da mão direita da vítima para utilizar sua biometria em saques bancários realizados após o crime.

Segundo o inquérito, Vivaldina foi assassinada no dia 7 de junho dentro da própria residência. As investigações apontam que ela foi atacada com golpes de uma ferramenta e, após a morte, os suspeitos levaram dinheiro, cartões bancários, celular e outros objetos de valor. Em seguida, mutilaram a vítima para utilizar as digitais em caixas eletrônicos.

A quebra do sigilo bancário revelou que os criminosos conseguiram realizar três saques, que totalizaram R$ 18 mil. Ainda de acordo com a Polícia Civil, houve uma quarta tentativa de retirada de dinheiro, mas ela não foi concluída porque o sistema biométrico não reconheceu mais a impressão digital utilizada. Imagens das câmeras de segurança das agências bancárias foram fundamentais para identificar um dos envolvidos e reconstruir a dinâmica da ação criminosa.

As investigações também apontaram que o crime foi planejado por pessoas próximas da vítima. Entre os indiciados está uma afilhada da professora, que, segundo a polícia, teria repassado aos comparsas informações sobre a rotina da aposentada e sobre a existência de um cômodo onde acreditavam estar guardados dinheiro e objetos de valor. A partir dessas informações, os criminosos organizaram a invasão da residência.

Conforme a Polícia Civil, quatro pessoas foram indiciadas pelos crimes de latrocínio e associação criminosa. Todos os suspeitos foram presos entre os dias 20 de junho e 3 de julho e permanecem à disposição da Justiça enquanto o processo segue em tramitação.

O delegado responsável pelo caso afirmou que a movimentação financeira realizada após o assassinato foi determinante para a elucidação do crime. Além das imagens dos caixas eletrônicos, o rastreamento do telefone celular da vítima e outras diligências contribuíram para identificar os envolvidos e reunir provas durante a investigação.

O caso causou forte comoção em Santa Rita de Cássia. De acordo com familiares e moradores, Vivaldina era uma professora aposentada bastante conhecida na cidade e costumava ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade. A brutalidade do crime provocou repercussão em todo o país e reforçou o debate sobre a violência praticada durante crimes patrimoniais.

Texto por Pedro Moraes, com a supervisão de Adrielle Brito.