Publicado em 8 de janeiro de 2026 às 08:23
O Ministério dos Transportes mantém no comando da área financeira do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), o servidor Marcos de Brito Campos Júnior, investigado pela Polícia Federal, por envolvimento em um esquema de fraudes contra aposentados do INSS. Mesmo após ser alvo de uma operação policial e ter o afastamento cautelar determinado pela Justiça, o servidor continua exercendo a função de diretor de Finanças do órgão.>
Marcos foi um dos investigados na mais recente fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela PF em dezembro de 2025. Durante a operação, a Justiça impôs medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica. Ainda assim, ele permanece no cargo que controla um orçamento que chega a R$ 11 bilhões em 2026.>
Conforme colunista do portal Metrópoles, o gabinete da diretoria confirmou que Marcos segue na função, cuja remuneração gira em torno de R$ 23 mil mensais.>
As investigações da PF apontam que Marcos teria atuado em parceria com Antonio Carlos Camilo Antunes, popularmente conhecido como "Careca do INSS", durante o período em que exercia função de comando na superintendência do instituto no Nordeste. De acordo com a polícia, o atual diretor do Dnit é apontado como um dos operadores centrais do esquema que viabilizava descontos associativos irregulares diretamente nos benefícios previdenciários.>
Entre os indícios reunidos pela PF estão passagens aéreas emitidas em nome do servidor e custeadas por uma empresa de fachada vinculada ao principal investigado. Além disso, foram analisadas algumas mensagens e as mesmas indicam o repasse de R$ 20 mil ao servidor como pagamento pelos serviços prestados no esquema.>
Para a PF, o recebimento de valores sob orientação de Antonio Camilo coloca Marcos de Brito entre os principais articuladores da fraude.
Com informações do Metrópoles>