Publicado em 24 de junho de 2026 às 14:38
Nesta quarta-feira (24), o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) confirmou que acompanha a situação do brasileiro Herik Ferreira Soares, de 23 anos, natural do Pará, capturado por forças militares russas durante a guerra na Ucrânia. O caso vem sendo monitorado pela Embaixada do Brasil em Moscou, que mantém contato com familiares e presta assistência consular.>
O governo brasileiro informou que, até o momento, não há divulgação de detalhes sobre as condições de detenção do jovem nem sobre possíveis negociações para repatriação.>
O caso ganhou repercussão após a circulação de um vídeo em que Herik aparece emocionado e afirma ter sido enganado sobre a função que exerceria ao se vincular às forças ucranianas. No registro, ele diz que não atuaria diretamente em combate, mas acabou enviado para a linha de frente.>
Segundo o Itamaraty, situações envolvendo brasileiros que se incorporam a forças armadas estrangeiras têm particularidades legais e diplomáticas, especialmente por conta dos compromissos assumidos no momento do alistamento e do contexto de guerra.>
Natural do Pará, Herik afirma que viajou para a Ucrânia acreditando que trabalharia em funções de apoio, longe das áreas de confronto. No entanto, ele relata que a promessa não foi cumprida e que acabou enviado para combate direto.>
Em depoimento divulgado em vídeo, ele afirma ter se arrependido da decisão e diz que estrangeiros estariam sendo tratados como “descartáveis” no conflito. Herik cita ainda brasileiros, colombianos, peruanos e argentinos entre os envolvidos nas mesmas condições.>
Na gravação, o jovem também se dirige à mãe e pede perdão por não ter seguido conselhos familiares. Ele relata que retornou à Ucrânia após passar um período no Brasil no ano passado.>
Herik alerta outros brasileiros sobre os riscos de participar do conflito motivados por promessas financeiras e afirma que nenhum ganho material compensa os perigos da guerra nem o impacto causado às famílias.>