Publicado em 29 de outubro de 2026 às 17:39
A Justiça do Distrito Federal recebeu, na segunda-feira (26), uma denúncia contra Jair Renan Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e outras cinco pessoas por suspeita de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e uso de documento falso. A decisão da 5ª Vara Criminal foi divulgada e com isso, os acusados terão dez dias, contados a partir da notificação, para apresentar defesa por escrito.>
Ao aceitar a denúncia, a Justiça considerou que estavam presentes “os requisitos necessários para dar início à persecução penal em juízo”. O recebimento da acusação permite o avanço do processo criminal, mas não significa que os investigados tenham sido condenados.>
Caso teve início em 2023>
Em agosto de 2023, Jair Renan e Maciel Alves de Carvalho, apontado como seu ex-instrutor de tiro, foram alvos de mandados de busca e apreensão durante a Operação Nexum. A investigação apurou possíveis irregularidades na documentação apresentada para a obtenção de crédito.>
Em março de 2024, a Justiça já havia recebido uma denúncia contra Jair Renan. O caso teve outro desdobramento em fevereiro de 2026, quando o ministro Messod Azulay Neto, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou o trancamento da ação relacionada à acusação de lavagem de dinheiro, após decisões judiciais que afastaram as acusações de falsidade ideológica e uso de documento falso.>
Empresa está no centro da investigação>
A apuração envolve a RB Eventos e Mídia, empresa ligada a Jair Renan. Segundo o Ministério Público, documentos fiscais teriam sido alterados para apresentar um faturamento superior ao real e facilitar a obtenção de empréstimos bancários.>
As operações investigadas ocorreram entre 2022 e 2023 e somaram cerca de R$ 291 mil. Um dos documentos questionados apontava que a empresa teria movimentado R$ 4,6 milhões em um ano. Para os investigadores, os valores teriam sido utilizados para demonstrar uma capacidade financeira maior do que a efetivamente registrada.>
As suspeitas ganharam força depois que os empréstimos deixaram de ser pagos. A instituição financeira iniciou uma cobrança, cujo valor chegou a aproximadamente R$ 360 mil com a inclusão de juros e encargos. A ação de cobrança, porém, é independente da investigação criminal.>
Em manifestações anteriores, a defesa sustentou que Jair Renan teria sido vítima de fraude praticada por terceiros e negou que ele tenha agido de forma criminosa.>
Com o avanço da ação, os acusados poderão contestar as acusações e apresentar suas versões à Justiça. A responsabilidade de cada um deverá ser analisada durante o processo.>