Publicado em 23 de janeiro de 2026 às 10:36
A mesma aeronave que levou o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, para a final da Libertadores 2025 em Lima, no Peru, esteve no resort Tayayá, em Ribeirão Claro, em 2025. Parentes do magistrado foram sócios do resort, e, a aeronave esteve no local em datas que coincidem com diárias de seguranças do Supremo.>
Foram pelo menos duas datas que coincidiram com diárias de seguranças, que atenderam ao ministro do Supremo. Os registros de voos revelam que uma aeronave, em nome de uma empresa do empresário Luiz Osvaldo Pastore, fez trechos entre Ourinhos (SP) e Brasília em março e agosto.>
Compreenda>
O resort está situado à beira de uma represa e considerado um destino de luxo, o Tayayá está no centro de uma crise institucional pela atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal nas investigações envolvendo o Banco Master, que teve liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central (BC), em novembro de 2025. Toffoli é o relator do caso que atinge diretamente Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.>
A Polícia Federal deflagrou na semana passada a segunda fase da Operação Compliance Zero, que expôs o cunhado de Vorcaro, o pastor e empresário Fabiano Zettel está por trás de uma teia de fundos de investimentos geridos pela Reag (gestora investigada por fraudes envolvendo o Banco Master no âmbito da Operação Compliance Zero e foi liquidada pelo BC).>
Conforme investigações da PF, um desses fundos geridos pela Reag, Zettel comprou, em 2021, parte da participação de dois irmãos de Toffoli no resort Tayayá. A participação valia, à época da transação, R$ 6,6 milhões. A Maridt, empresa dos irmãos de Toffoli, passou a ter o fundo ligado a Zettel como principal sócio. Um dos irmãos do ministro administrava o resort na época.>
Dados de diárias pagas a servidores do Judiciário apontam que seguranças estiveram em Ribeirão Claro durante 128 dias desde 2022.>
Toffoli é o relator do caso do Banco Master, que atinge diretamente Daniel Vorcaro, dono do banco. O ministro viajou para Lima no jatinho de Luiz Osvaldo Pastore com o advogado Augusto de Arruda Botelho, defensor de Luiz Antônio Bull, um dos alvos da investigação sobre o Banco Master.>