Jovem de 20 anos é morto com 27 tiros da PM em São Paulo, vídeo mostra abordagem

Policiais teriam confundido o celular da vítima com uma arma.

Publicado em 13 de outubro de 2026 às 16:17

Policiais teriam confundido o celular da vítima com uma arma.
Policiais teriam confundido o celular da vítima com uma arma. Crédito: Reprodução/UOL

Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, foi sepultado na segunda-feira (12), na zona sul de São Paulo, dois dias após ser morto durante uma abordagem da Polícia Militar no bairro de Moema. O jovem foi atingido por 27 dos 45 disparos efetuados por quatro policiais na madrugada de sábado (10). A equipe havia sido acionada para atender a uma ocorrência de possível tentativa de suicídio.

Imagens de uma câmera de segurança, divulgadas nesta terça-feira (13), mostram Gustavo caminhando em direção aos policiais com um objeto nas mãos. Na sequência, os agentes abrem fogo e o jovem cai no chão. O registro também mostra novos disparos depois da queda. Segundo a versão apresentada pelos policiais, o objeto que ele segurava foi confundido com uma arma. No entanto, um celular foi encontrado junto ao corpo.

Conforme informações do boletim de ocorrência, Gustavo não tinha antecedentes criminais e fazia tratamento com antidepressivos desde o ano passado, segundo relato da família. Nas redes sociais, amigos e parentes lamentaram a morte e o descreveram como uma pessoa alegre, gentil e presente na vida de quem estava ao seu redor.

Os familiares contestam a versão de que o jovem estaria em surto e ameaçando tirar a própria vida antes da chegada dos policiais. Eles também questionam a quantidade de tiros disparados durante a ação e a conduta dos agentes, diante das circunstâncias registradas pelas câmeras.

Os policiais envolvidos foram afastados do trabalho operacional, e as armas usadas na ocorrência foram apreendidas para perícia. A investigação é conduzida pela Polícia Civil, por meio do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), e também pela Polícia Militar, que instaurou um inquérito para apurar a atuação dos agentes. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que o caso está sendo investigado.