Publicado em 9 de fevereiro de 2026 às 10:26
Uma mulher de 23 anos luta pela vida após sofrer queimaduras graves provocadas por um incêndio dentro da própria casa, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Emilli Vitória Guimarães Lopes está internada em estado gravíssimo na UTI do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia. O caso é investigado pela Polícia Civil como violência doméstica, com indícios de tentativa de feminicídio.>
O episódio aconteceu na noite da última quarta-feira (28), mas só foi formalmente comunicado à Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) dois dias depois. A gravidade da situação levou a mãe da vítima a procurar a Justiça e solicitar medidas protetivas, após tomar conhecimento do estado de saúde da filha.>
Inicialmente, o companheiro de Emilli, um jovem de 22 anos, afirmou às autoridades que o incêndio teria sido resultado de um acidente doméstico. Segundo a versão apresentada por ele, a vítima estaria manuseando álcool na cozinha enquanto preparava o jantar, quando o produto teria inflamado de forma acidental. Ele relatou ainda que tentou conter as chamas colocando a companheira sob o chuveiro e que não comunicou familiares por pedido da própria jovem.>
No entanto, o relato passou a ser contestado após o depoimento da filha do casal. A criança, de apenas 3 anos, contou espontaneamente a familiares e, posteriormente, à polícia, que presenciou o pai ateando fogo na mãe. A menina estava no imóvel no momento do ocorrido e, segundo o próprio suspeito, estava na sala e escapou por pouco de ser atingida pelas chamas.>
Além do depoimento da criança, familiares e vizinhos reforçaram a suspeita de violência doméstica. Pessoas próximas relataram à polícia que Emilli já havia sofrido agressões em outras ocasiões e que chegou a se afastar temporariamente do companheiro, ficando na casa da mãe. Moradores do prédio também afirmaram que discussões frequentes eram ouvidas no apartamento, principalmente aos fins de semana.>
A Polícia Civil segue reunindo depoimentos e analisando os elementos do caso. Até o momento, o suspeito não foi preso. As investigações correm sob sigilo, para proteger a vítima e a criança, considerada vítima indireta da violência.>
Emilli permanece internada sob cuidados intensivos, enquanto familiares aguardam avanços na apuração do caso e cobram responsabilização.>