Publicado em 15 de junho de 2026 às 09:55
Aos 95 anos, o ex presidente Fernando Henrique Cardoso passou por uma mudança importante em sua rotina legal e familiar. Atendendo a um pedido protocolado pelos próprios filhos do político, a Justiça de São Paulo determinou a interdição civil do ex chefe de Estado. A medida foi tomada após a apresentação de laudos médicos que comprovam o avanço da doença de Alzheimer e um comprometimento cognitivo progressivo, indicando que o sociólogo já não apresenta plena capacidade para gerenciar sozinho suas decisões administrativas, financeiras e patrimoniais.>
O instrumento jurídico, conhecido como curatela, colocou o filho do ex presidente, Paulo Henrique Cardoso, no papel de curador provisório. Na prática, ele assume a responsabilidade de assinar documentos, gerir bens e responder juridicamente pelo pai, oficializando um cuidado e acompanhamento que os familiares relatam que já acontecia de forma informal ao longo dos últimos anos.>
Com o avanço do estágio da doença, especialistas apontam que se torna comum o paciente perder memórias cruciais, incluindo cargos marcantes que ocupou e fatos históricos de sua própria trajetória.>
Essa ferramenta da legislação brasileira serve justamente para amparar e proteger pessoas em situação de vulnerabilidade cognitiva, garantindo que não haja prejuízos ao patrimônio do idoso, sem retirar dele seus direitos fundamentais ou o convívio com a sociedade. Diante do peso histórico de FHC, que governou o país entre 1995 e 2002 e foi um dos articuladores do Plano Real, o caso acabou jogando luz sobre as discussões a respeito do envelhecimento da população e os mecanismos de proteção para quem enfrenta doenças neurodegenerativas complexas.>
Nos últimos tempos, Fernando Henrique já vinha vivendo de forma bastante reservada e longe dos holofotes devido às limitações de sua saúde, e os familiares optaram por não dar novos detalhes sobre o quadro clínico além do que já consta na ação judicial.>