Justiça italiana reforça decisão a favor da extradição de Carla Zambelli

Corte de Roma amplia parecer favorável, mas decisão final cabe ao governo italiano

Publicado em 16 de abril de 2026 às 15:47

Corte de Roma amplia parecer favorável, mas decisão final cabe ao governo italiano
Corte de Roma amplia parecer favorável, mas decisão final cabe ao governo italiano Crédito: Reprodução 

Nesta quinta-feira (16), a Corte de Apelação de Roma voltou a se posicionar a favor da extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, atendendo a um pedido do governo brasileiro após condenações no Supremo Tribunal Federal. A decisão amplia o entendimento já adotado anteriormente pela Justiça italiana.

O tribunal já havia autorizado a extradição em um dos processos, relacionado à invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça em 2023. Agora, a corte também deu parecer favorável em uma segunda condenação, desta vez por porte ilegal de arma de fogo, com pena de 5 anos e 3 meses de prisão.

O caso envolve um episódio ocorrido em outubro de 2022, em São Paulo, quando a então deputada sacou uma arma em via pública durante uma perseguição a um homem que a havia criticado. A situação aconteceu às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais.

A defesa de Zambelli afirma que ela é alvo de perseguição política e já recorreu da primeira decisão. Ainda cabe recurso em relação ao novo parecer da Justiça italiana.

A ex-deputada deixou o Brasil em junho do ano passado, atravessando a fronteira com a Argentina antes de seguir para a Itália, país do qual possui cidadania. Após a saída, o Supremo determinou sua prisão, e o governo brasileiro formalizou o pedido de extradição.

Zambelli foi presa em julho, em Roma, e permanece detida no presídio de Rebibbia enquanto aguarda a conclusão do processo. Pedidos para responder em liberdade foram negados até o momento.

Apesar das decisões judiciais favoráveis, a palavra final sobre a extradição será do ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, que deverá avaliar o caso antes de qualquer eventual envio da ex-deputada ao Brasil.