Justiça mantém internação de adolescente acusado de planejar estupro coletivo no RJ

Adolescente, investigado por atos infracionais, será encaminhado para unidade

Publicado em 11 de março de 2026 às 09:09

Justiça mantém internação de adolescente acusado de planejar estupro coletivo no RJ
Justiça mantém internação de adolescente acusado de planejar estupro coletivo no RJ Crédito: Reprodução/Redes Sociais

A Justiça do Rio de Janeiro decidiu manter a internação do adolescente acusado de planejar e participar do estupro coletivo de uma jovem de 17 anos em Copacabana, zona sul da cidade.

O infrator, que teve sua identidade preservada por ser menor de 18 anos, foi apresentado na tarde dessa terça-feira (10) em audiência na Vara da Infância e Juventude, acompanhado de seu advogado e responsáveis. O juiz determinou que ele seja enviado para uma unidade socioeducativa.

O adolescente, investigado por ato infracional análogo ao crime de estupro, foi apreendido na última sexta-feira (6), após se entregar à Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ), acompanhado de um advogado. Outros quatro suspeitos, maiores de idade, também estão detidos. Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos de 18 anos, tiveram as prisões mantidas após audiência de custódia. Já Mattheus Verissimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos, continuam presos desde a última quinta-feira (5). Os envolvidos podem ser condenados a até 20 anos de prisão.

Segundo o delegado Ângelo Lajes, responsável pela investigação, o adolescente é considerado a "mente por trás" do crime, que teria sido planejado por ele em um apartamento de Copacabana. Segundo a vítima, ao chegar ao prédio, o rapaz teria avisado que outros amigos estariam no local e insinuado que fariam “algo diferente”. A vítima relatou à polícia que foi convidada por ele para ir ao local, onde foi abordada e estuprada após recusar as insinuações de Violência.

Outras vítimas também denunciaram abusos, sendo que uma delas afirmou que demorou três anos para se manifestar devido à chantagem, após ser gravada durante o abuso. A polícia agora vai solicitar a quebra do sigilo telemático para investigar esses casos mais a fundo.