Publicado em 11 de agosto de 2026 às 09:40
A ausência de marcas corporais perceptíveis a olho nu não é suficiente para anular as acusações no processo que investiga o ator Marco Furlan por suspeita de estupro de vulnerável. A avaliação foi reforçada nesta terça feira (11) pela advogada Maria Fernanda Mituo, responsável pela defesa da vítima de 5 anos, em nota enviada ao portal Metrópoles ao comentar o laudo divulgado pelo Instituto Médico Legal (IML). O exame pericial, realizado dois dias após o episódio registrado em 2 de agosto numa propriedade em Pindamonhangaba (SP), apontou que não foram identificadas lesões na região anal da criança no momento da avaliação clínica.>
Entretanto, a própria defesa e os apontamentos da perícia ressaltam que a falta de lacerações físicas diretas não exclui a ocorrência de atos libidinosos nem anula a materialidade do delito. A apuração policial abrange um conjunto probatório mais amplo, respaldado pelo relato da mãe que afirmou ter encontrado o investigado sem roupas no mesmo quarto em que o filho chorava e relatava dores, além dos depoimentos de testemunhas e dos agentes de segurança que efetuaram a prisão em flagrante na data dos fatos.>
O caso segue sob apuração e aguarda o resultado de exames periciais complementares, incluindo análises laboratoriais para a verificação de fluidos biológicos e espermatozoides. Segundo os representantes da criança informaram ao Metrópoles, os laudos adicionais devem ser concluídos em até 30 dias e anexados ao relatório policial já finalizado, que apontou indícios suficientes para o prosseguimento da ação contra o investigado na Justiça.>