Publicado em 20 de julho de 2026 às 18:24
O engenheiro Gustavo Henrique Lara, de 27 anos, morreu por asfixia mecânica por edema de via aérea após exposição química, segundo laudo preliminar divulgado pela Polícia Civil do Paraná. O engenheiro morreu após participar de um ritual comemorativo conhecido como "banho de óleo", realizado depois do primeiro voo solo em uma escola de aviação de Ponta Grossa, no Paraná.>
"A causa apontada preliminarmente é asfixia mecânica por edema de via aérea após exposição química", informou a PCPR em nota, acrescentando que aguarda a conclusão dos laudos periciais.>
Segundo o delegado Lucas Petry, responsável pela investigação, a substância despejada sobre Gustavo era um óleo utilizado em motores de aeronaves. De acordo com o delegado, o jovem foi socorrido ainda no centro de aviação pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), encaminhado a um hospital, mas não resistiu.>
"Segundo depoimentos prestados à delegacia por diversas testemunhas e confirmado pelo próprio instrutor do aluno que foi a óbito, teria sido ele que teria despejado na vítima essa substância oleosa", explica o delegado.>
O caso foi registrado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. O instrutor foi preso, pagou fiança e foi liberado. A Polícia Civil solicitou exames necroscópicos, periciais e toxicológicos, além das imagens do local. O nome do instrutor não foi divulgado.>
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) lamentou a morte de Gustavo e alertou para os riscos do contato de produtos químicos da aviação com a pele.>
"Produtos químicos aeronáuticos, como óleos e lubrificantes de aviação, não devem, em hipótese alguma, ter contato com a pele, conforme orientam os rótulos desses materiais", destacou a Anac em nota. Ainda segundo a agência, o uso dessas substâncias em comemorações representa risco à saúde e pode, inclusive, levar à morte, como aconteceu com Gustavo.>
O Centro de Instrução de Aviação Civil (CIAC) de Ponta Grossa, onde Gustavo realizou o voo solo, afirmou que o episódio ocorreu fora da área da escola, após o encerramento das atividades de voo.>
Em nota, a escola diz que está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários e oferecer apoio aos familiares "dentro de suas possibilidades". A declaração ainda afirma que, em respeito à memória de Gustavo, à família e ao trabalho de apuração, não fará novos comentários até a conclusão das investigações.>
Fonte: Estadão Conteúdo.>