Publicado em 4 de novembro de 2026 às 18:17
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria feito críticas duras a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) durante o período em que esteve preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. Os relatos aparecem no livro Banho de Sol: os 580 dias da prisão de Lula, escrito pelo policial federal Jorge Chastalo Filho, que atuou como carcereiro do petista.>
Segundo informações publicadas pela coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, os principais alvos das críticas eram os ministros Cármen Lúcia, Edson Fachin e Luiz Fux, indicados ao Supremo por Lula e pela ex-presidente Dilma Rousseff.>
De acordo com Chastalo, Lula teria chamado Cármen Lúcia de “falsa humilde” e demonstrado arrependimento por tê-la indicado ao STF, em 2006. O relato aponta que o então ex-presidente ficou irritado com decisões da ministra e com o que considerava falta de gratidão pela indicação.>
As críticas a Edson Fachin teriam aumentado depois que o ministro retirou de pauta o julgamento de um habeas corpus apresentado pela defesa de Lula, que buscava sua libertação. Já Luiz Fux teria sido alvo de comentários após derrubar a autorização judicial para que a Folha e o jornal espanhol El País entrevistassem o petista na prisão.>
O livro também relata que Lula demonstrava respeito por poucos integrantes da Corte, entre eles Gilmar Mendes e Celso de Mello. Outros ministros eram criticados pelo que o então ex-presidente considerava falta de coragem para tomar decisões que pudessem gerar repercussão negativa.>
Lula permaneceu preso entre abril de 2018 e novembro de 2019, período de 580 dias. Ele foi solto após o STF mudar o entendimento sobre a possibilidade de prisão antes do trânsito em julgado da condenação.>