Publicado em 14 de maio de 2026 às 18:20
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou seu apoio nesta quinta-feira (14), às restrições impostas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao uso de inteligência artificial (IA) nas eleições deste ano. Durante um evento de entrega de moradias do programa Minha Casa Minha Vida em Camaçari, na Bahia, o mandatário afirmou categoricamente que não aceitará a utilização desse tipo de ferramenta em sua própria campanha política. Segundo o petista, o uso da tecnologia para simular a presença de candidatos em comícios ou criar conteúdos sintéticos acaba servindo aos "mentirosos" e facilita a disseminação de conteúdos falsos e manipulações.>
Lula argumentou que o exercício da política exige o contato direto e que o eleitorado deve ter o direito de votar em representantes "de carne e osso", sem ser induzido ao erro por ferramentas digitais.>
Ao justificar sua posição pessoal de barrar a IA em sua campanha, o presidente citou os valores de caráter que aprendeu com sua mãe, Dona Lindu, ressaltando a importância de o político olhar nos olhos do povo e permitir que o povo olhe nos dele. Ele ponderou que, embora a inteligência artificial traga avanços importantes para áreas como saúde, educação e tecnologia, o seu uso eleitoral é desnecessário e pode ser comparado a uma mentira.>
As declarações do presidente endossam as normas aprovadas pelo TSE, que proíbem a publicação e republicação de conteúdos produzidos ou alterados por IA nas 72 horas que antecedem o pleito, além das 24 horas subsequentes. A resolução da Corte Eleitoral prevê a remoção imediata de conteúdos irregulares e impede que empresas de inteligência artificial utilizem seus sistemas para priorizar ou sugerir candidatos e partidos. Lula relatou ter refletido sobre a gravidade do tema após a posse do ministro Nunes Marques na presidência do tribunal, reforçando que a mentira, embora possa causar prejuízos temporários à democracia, tem "perna curta".>
Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.>