Publicado em 6 de maio de 2026 às 10:26
O que deveria ser uma viagem rotineira entre São Paulo e Brasília se transformou em um pesadelo de constrangimento para a advogada Viviane Carvalho Souza de Araújo. Na manhã da última segunda-feira (5), ela foi retirada de uma aeronave da Latam por agentes da Polícia Federal após um desentendimento com uma comissária de bordo. O motivo da discórdia? Um simples pedido de auxílio para acomodar o carrinho de seu filho, um bebê de apenas 1 ano e 10 meses.>
Sozinha e com a criança no colo, Viviane solicitou que a funcionária ajudasse a guardar o carrinho dobrável no compartimento superior. Segundo o relato da passageira, a resposta foi ríspida: a comissária teria se recusado a tocar na bagagem alegando protocolos de segurança e questionado, de forma irônica, se deveria ajudar todos os presentes no voo. Mesmo sentindo-se desamparada, a mãe conseguiu acomodar os itens por conta própria, mas o clima pesou quando ela tentou registrar a grosseria através de vídeo em seu celular.>
A situação escalou rapidamente. Ao perceber que estava sendo gravada, a tripulante afirmou que a passageira "queria desembarcar" e acionou a Polícia Federal. Viviane relata que a funcionária chegou a ficar "cara a cara" com ela em uma postura de provocação. Enquanto isso, o comandante informava aos demais passageiros que o atraso na decolagem, de cerca de 18 minutos, era culpa de alguém que desrespeitava as normas de segurança.>
A retirada da aeronave foi o ápice do constrangimento. Escoltada pelos agentes federais diante de todos os passageiros no portão de embarque, Viviane afirma ter sido tratada como criminosa, embora os policiais tenham informado que não havia ocorrência real a ser registrada. O caso ganhou contornos ainda mais graves após o desembarque: outros passageiros, que se solidarizaram com a situação, relataram ter ouvido a comissária chamá-la de "advogada de porta de cadeia" dentro da cabine.>
A advogada, que frequentemente viaja com o filho e nunca havia enfrentado problemas para despachar ou acomodar o carrinho, item permitido pela própria companhia em cabines com espaço, agora prepara uma ação judicial contra a empresa por danos morais e humilhação.>
Em nota oficial, a Latam defendeu a atuação de sua equipe, justificando que a Polícia Federal foi chamada devido à "discordância de uma passageira em relação às normas de segurança". A empresa reiterou que seus tripulantes são treinados para agir com profissionalismo e que a medida visava garantir a segurança do voo. Viviane foi realocada em um voo posterior, onde, curiosamente, seguiu viagem com o mesmo carrinho sendo transportado sem novos incidentes. O episódio reacende a discussão sobre a falta de sensibilidade das companhias aéreas com mães que viajam desacompanhadas e o uso muitas vezes desproporcional da força policial em voos comerciais.>