Publicado em 29 de janeiro de 2026 às 15:52
Nesta semana, o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi autorizado a passar para a reserva do Exército Brasileiro, mudança que garante a manutenção de sua patente e o recebimento de salário mensal.>
Segundo o advogado Jair Alves Pereira, que representa Cid, ele seguirá como tenente-coronel da reserva e, por isso, continuará recebendo valores semelhantes aos da ativa. De acordo com dados do Portal da Transparência, entre junho e novembro do ano passado, os vencimentos do militar variaram de R$ 18.419,44 a R$ 32.540,76.>
A defesa informou que o processo de transferência para a reserva deve ter início no sábado (31). O pedido havia sido protocolado em agosto do ano passado, antes da condenação de Mauro Cid no caso da trama golpista.>
Com a mudança de status, Cid deixa de ser militar da ativa e precisará desocupar a Vila Militar, área residencial destinada a integrantes das Forças Armadas em serviço e seus dependentes. Ele também não exercerá mais funções administrativas, não comandará tropas e não prestará serviço diário ao Exército.>
De acordo com o advogado, Mauro Cid passa a ser considerado um militar da reserva, podendo ser convocado apenas em situações excepcionais, como em caso de guerra. Como não completou 35 anos de serviço, a defesa solicitou o enquadramento na chamada quota compulsória, que garante remuneração proporcional ao tempo de carreira.>
Mauro Cid foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal a dois anos de reclusão em regime aberto pelos crimes relacionados à trama golpista. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, votou pela condenação com aplicação dos benefícios previstos no acordo de delação premiada, posição acompanhada pela maioria dos ministros.>
A pena foi mais branda em razão da colaboração firmada com a Justiça. No mesmo processo, Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão. Apesar do pedido da defesa por perdão judicial, o STF entendeu que não caberia anistia ou absolvição completa nos crimes contra a democracia.>