Publicado em 15 de abril de 2026 às 08:43
Na manhã desta quarta-feira (15), o cantor MC Poze do Rodo foi preso pela Polícia Federal durante a Operação Narcofluxo, ação que mira uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro e realizar transações financeiras ilegais no Brasil e no exterior. Segundo as investigações, o grupo teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão, inclusive por meio de criptoativos. >
Agentes federais estiveram logo nas primeiras horas do dia na residência do artista, localizada em um condomínio de alto padrão no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio de Janeiro. A prisão ocorreu no contexto de uma megaoperação que mobilizou cerca de 200 policiais federais para o cumprimento de 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão em diferentes estados, além do Distrito Federal.>
A ofensiva também resultou na prisão do MC Ryan SP, em Bertioga, no litoral de São Paulo. A PF apura a existência de um sistema estruturado para ocultação e dissimulação de valores, com uso de operações financeiras de grande porte, transporte de dinheiro em espécie e movimentações com moedas digitais. Entre os materiais apreendidos estão veículos, quantias em dinheiro, documentos e aparelhos eletrônicos que devem reforçar o avanço das investigações.>
De acordo com a defesa de Poze, os advogados ainda não haviam tido acesso ao teor completo do mandado no momento da prisão. Em nota, a equipe jurídica informou que irá se manifestar na Justiça assim que tomar conhecimento dos autos, buscando o restabelecimento da liberdade do cantor e a apresentação dos esclarecimentos necessários.>
O nome de Poze já havia aparecido em outra investigação no ano passado, quando ele foi preso pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Na ocasião, o artista era investigado por suposta apologia ao crime, associação com o tráfico de drogas e suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao Comando Vermelho.>
Segundo a Polícia Civil à época, o cantor realizava apresentações em áreas dominadas pela facção, com presença ostensiva de traficantes armados. A investigação também apontava que eventos ligados ao artista poderiam ser usados para fortalecer financeiramente a atividade criminosa, por meio da venda de entorpecentes e da compra de armas. Preso em 29 de maio do ano passado, Poze foi solto poucos dias depois, em 3 de junho, após a concessão de habeas corpus.>
Os investigados na operação desta quarta-feira poderão responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A PF informou que as apurações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar o rastreamento do fluxo financeiro do esquema.>