Menino encontrado nu no Maranhão não sofreu violência sexual, apontam exames

Durante as buscas, um homem foi detido por suspeita de tentativa de estupro contra uma adolescente de 16 anos, em um caso sem relação com o desaparecimento das crianças, segundo a Polícia Civil.

Publicado em 13 de janeiro de 2026 às 14:45

Durante as buscas, um homem foi detido por suspeita de tentativa de estupro contra uma adolescente de 16 anos, em um caso sem relação com o desaparecimento das crianças, segundo a Polícia Civil.
Durante as buscas, um homem foi detido por suspeita de tentativa de estupro contra uma adolescente de 16 anos, em um caso sem relação com o desaparecimento das crianças, segundo a Polícia Civil. Crédito: Reprodução

Exames realizados em Anderson Kauan, de 8 anos, indicaram que o menino não sofreu violência sexual. A informação foi confirmada nesta terça-feira (13) pelo governador do Maranhão, Carlos Brandão.

A criança havia desaparecido em Bacabal junto com Ágatha Isabelle e Allan Michael e foi encontrada no dia 7 de janeiro por carroceiros, em uma estrada a cerca de 100 metros do rio Mearim. Anderson estava debilitado e sem roupas, o que motivou a realização de exames médicos.

Durante as buscas, um homem foi detido por suspeita de tentativa de estupro contra uma adolescente de 16 anos, em um caso sem relação com o desaparecimento das crianças, segundo a Polícia Civil. Na residência do suspeito, que é companheiro da avó de um dos meninos, foram encontradas roupas sujas e três cruzes. Ele negou envolvimento no caso.

Um dia após o resgate de Anderson, um calção e uma sandália foram localizados em uma área de mata e identificados como pertencentes ao menino. Anderson segue internado no Hospital Geral de Bacabal, onde recebe acompanhamento multiprofissional e apresenta boa recuperação, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde.

Diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Anderson passou três dias perdido na mata e será ouvido por meio de escuta especializada, conforme prevê a Lei da Escuta Protegida. Uma equipe multidisciplinar do Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes (IPCA) acompanha o caso.

A expectativa das autoridades é que a escuta ajude a esclarecer as circunstâncias do ocorrido e contribua para localizar os dois irmãos que continuam desaparecidos.

Com  informações do G1