Mensagem de Daniel Vorcaro a Alexandre de Moraes sobre 'proteção' acende o sinal vermelho no STF

Relatório da Polícia Federal enviado ao Supremo expõe conversas do ex-banqueiro citando chefes da segurança e da PGR, levando o ministro André Mendonça a cobrar explicações formais.

Publicado em 1 de setembro de 2026 às 07:47

Dono do Bando Master, Daniel Vorcaro
Dono do Bando Master, Daniel Vorcaro Crédito: Reprodução

O Supremo Tribunal Federal (STF) se viu no centro de novas turbulências nos bastidores de Brasília após o ministro André Mendonça determinar que a Procuradoria-Geral da República (PGR) preste esclarecimentos urgentes. A medida foi tomada com base em investigações da Polícia Federal que trouxeram à tona uma mensagem de texto enviada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro. No registro, Vorcaro mencionava abertamente a suposta urgência de obter a "proteção" de figuras chamadas de "Andrei" e "Paulo".

O avanço das apurações permitiu decodificar os apelidos citados pelo ex-banqueiro. Segundo os investigadores federais, "Andrei" se refere a Andrei Rodrigues, o atual diretor-geral da Polícia Federal, enquanto "Paulo" aponta para Paulo Gonet, chefe da PGR. Embora o destinatário original da mensagem de WhatsApp tenha gerado dúvidas iniciais na corporação, a análise técnica concluiu que o receptor do recado era o ministro Alexandre de Moraes.

Esse desdobramento aprofunda a tensão em torno das investigações relacionadas ao Banco Master. O caso ganhou contornos ainda mais complexos devido a conexões anteriores que atingiram o próprio tribunal, como o afastamento inicial do ministro Dias Toffoli da relatoria após vir à público que um empreendimento familiar mantinha transações com fundos associados a Vorcaro.

A situação ganhou novo fôlego com indícios de vínculos profissionais entre o escritório da esposa de Moraes e a instituição financeira, gerando atritos internos na mais alta Corte do país.