Publicado em 18 de setembro de 2026 às 10:30
Investigações conduzidas pela Polícia Federal trouxeram à tona detalhes surpreendentes sobre os bastidores da relação entre o banqueiro Daniel Vorcaro e altas figuras do poder judiciário brasileiro. A partir de mensagens encontradas no celular do fundador do Banco Master, agentes federais mapearam a organização de uma viagem luxuosa de Carnaval ocorrida em 2025 no Rio de Janeiro, que teve como cenário uma imponente mansão avaliada em R$ 250 milhões.>
O imóvel em questão pertence ao ator Márcio Garcia e fica localizado no Joá, bairro nobre situado à beira-mar na zona Sul da capital fluminense. De acordo com o material analisado pela corporação, Vorcaro desembolsou cerca de R$ 1,45 milhão apenas para garantir a locação da propriedade durante uma semana de festas.>
Os registros apontam que o local serviu para abrigar um ministro identificado nas conversas pelas iniciais "KN" apontado pelos investigadores como sendo Kassio Nunes Marques, integrante do Supremo Tribunal Federal, além do desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.>
O nível de mordomia detalhado nas trocas de mensagens impressiona. A estrutura preparada a mando do banqueiro incluía a contratação de motoristas particulares, garçons e até mesmo de um chef de cozinha exclusivo para atender aos convidados ilustres. O cardápio de bebidas selecionadas para o grupo contava com rótulos de altíssimo padrão, como os champanhes Dom Pérignon e Moët Chandon, vinhos renomados como o Sassicaia e o Chablis, além de uísque escocês.>
A logística do evento era alinhada de perto por intermediários. Enquanto Léo Serrano Giunchetti tratava diretamente com Vorcaro sobre os detalhes operacionais e os desejos dos hóspedes, o desembargador Newton Ramos atuava como ponte com a equipe de segurança e auxiliares do ministro.>
Em um dos trechos que vieram a público, os organizadores discutiram a liberação para que o magistrado promovesse uma feijoada para cerca de 40 pessoas na residência de luxo, além de pedidos para acesso facilitado a camarotes VIPs e passeios de helicóptero pela cidade.>
Até o momento da divulgação destas informações, nem o ministro Kassio Nunes Marques nem o desembargador Newton Ramos haviam se pronunciado publicamente sobre os diálogos e os episódios relatados no inquérito da Polícia Federal.>