Militares condenados por trama golpista começam a ser presos por ordem do STF

Ação ocorre após decisão do ministro Alexandre de Moraes; grupo é acusado de usar estrutura estatal para espalhar desinformação e atacar o sistema democrático.

Publicado em 10 de abril de 2026 às 10:38

Militares condenados por trama golpista começam a ser presos por ordem do STF
Militares condenados por trama golpista começam a ser presos por ordem do STF Crédito: Reprodução/Agência Brasil

Três militares condenados por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022 foram presos na manhã desta sexta-feira. As detenções ocorreram por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e fazem parte do desdobramento das investigações sobre o chamado “núcleo 4” da articulação golpista.

A operação foi conduzida pelo Exército Brasileiro em diferentes cidades. Ângelo Denicoli foi localizado e preso em Vila Velha, no Espírito Santo. Já o tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida e o subtenente Giancarlo Gomes Rodrigues foram detidos em Brasília, onde permanecerão sob custódia no Batalhão de Polícia do Exército.

Outro nome citado no processo, o coronel Reginaldo Vieira de Abreu, ainda não foi encontrado e é considerado foragido pelas autoridades.

De acordo com a Procuradoria-Geral da República, os militares integravam um grupo que teria utilizado recursos da Agência Brasileira de Inteligência para monitorar adversários políticos e disseminar informações falsas. O objetivo, segundo a acusação, seria deslegitimar o processo eleitoral e criar instabilidade institucional para favorecer uma ruptura democrática.

As condenações foram definidas pela Primeira Turma do STF. Giancarlo Rodrigues recebeu pena de 14 anos de prisão. Guilherme Marques de Almeida foi condenado a 13 anos e seis meses, enquanto Ângelo Denicoli terá que cumprir 15 anos e seis meses de reclusão.

Os crimes atribuídos ao grupo incluem tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito por meio de violência, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, além de danos ao patrimônio público e a bens protegidos.

A defesa de Guilherme Marques informou que o militar foi detido nesta sexta-feira e que ainda aguarda a análise de recursos apresentados à Justiça. Até o momento, os advogados dos demais envolvidos não foram localizados para comentar o caso.