Publicado em 24 de março de 2026 às 09:03
A acusada de homicídio por omissão na morte do filho, Henry Borel, Monique Medeiros já está em casa após deixar a penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, na zona oeste do Rio de Janeiro, na noite de segunda-feira (23). A liberação foi autorizada pela Justiça depois que o julgamento do caso acabou sendo adiado.>
A decisão partiu da juíza Elizabeth Machado Louro, responsável pelo 2º Tribunal do Júri, que entendeu que a permanência de Monique presa poderia configurar excesso de prazo, já que não havia nova data imediata para a realização do júri. Com isso, a magistrada acatou o pedido da defesa para o relaxamento da prisão.>
O adiamento do julgamento ocorreu ainda antes do início da sessão. A defesa de Jairo dos Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho e também réu no processo, solicitou mais tempo alegando não ter tido acesso completo às provas. O pedido foi negado pela juíza, o que levou os advogados a deixarem o plenário. Sem a presença da defesa, o julgamento precisou ser suspenso e foi remarcado para o dia 25 de maio.>
Na avaliação da magistrada, a atitude dos advogados não tem respaldo jurídico e acabou interrompendo o andamento regular do processo. Ela destacou que a saída da defesa prejudica não apenas o funcionamento da Justiça, mas também os direitos dos envolvidos, incluindo os próprios acusados e os familiares da vítima.>
A juíza ainda ressaltou que todos têm direito a um julgamento dentro de um prazo razoável, o que, segundo ela, foi comprometido com a interrupção da sessão.>
Em resposta à decisão, o Ministério Público do Rio de Janeiro informou que pretende recorrer da soltura de Monique Medeiros. O órgão também criticou a postura da defesa de Jairinho, apontando que a atitude contribuiu para atrasar o andamento do processo.>