Publicado em 20 de abril de 2026 às 12:29
Na manhã desta segunda-feira (20), o caso que comoveu o Brasil ganhou um novo capítulo jurídico. Monique Medeiros, ré pelo assassinato do filho Henry Borel, apresentou-se à 34ª DP (Bangu) para dar cumprimento a um novo mandado de prisão preventiva. A decisão partiu do Supremo Tribunal Federal (STF) e atende a um pedido direto de Leniel Borel, pai do menino e assistente de acusação no processo.>
A volta de Monique ao cárcere ocorre após o ministro Gilmar Mendes negar os últimos recursos apresentados pela defesa. A decisão, assinada na última sexta-feira (17), restabeleceu a custódia da acusada sob o argumento de que a gravidade do crime e a proteção da integridade do julgamento superam o argumento de "excesso de prazo" que a havia colocado em liberdade anteriormente.>
O vaivém jurídico>
A liberdade de Monique havia sido autorizada pela 2ª Vara Criminal do Rio de Janeiro no dia 23 de março. Naquela data, o júri popular foi interrompido porque os advogados de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, abandonaram o plenário. Com o adiamento forçado, a Justiça entendeu que a ré não poderia ser prejudicada pela demora, mantendo apenas Jairinho preso.>
Contudo, para Gilmar Mendes, a ré pode exercer seu direito de defesa e se preparar para o júri mesmo detida, ressaltando que a soltura representava um risco ao andamento do processo e às testemunhas envolvidas.>
Leniel Borel, que atua ativamente como assistente de acusação, celebrou o retorno de Monique à prisão, classificando a medida como essencial para evitar "manobras que tentam sabotar a Justiça". Segundo Leniel, o foco agora é garantir que o julgamento, previsto para o final de maio, ocorra sem novos contratempos.>
Entenda as acusações:>
* Monique Medeiros: Responde por homicídio triplamente qualificado (na modalidade omissiva), tortura, fraude processual, falsidade ideológica e coação de testemunhas.>
* Dr. Jairinho: Segue preso no Complexo de Gericinó, apontado como o autor direto das agressões que causaram a morte da criança.>
O crime que chocou o país>
O pequeno Henry Borel, de apenas 4 anos, faleceu em 8 de março de 2021. O que os réus tentaram inicialmente classificar como um acidente doméstico foi desmentido pelo laudo do Instituto Médico Legal (IML), que apontou 23 lesões graves no corpo do menino, indicando uma sessão de tortura incompatível com uma simples queda da cama.>
Com o novo julgamento batendo à porta, a sociedade aguarda o desfecho de um dos processos criminais mais emblemáticos da história recente do Rio de Janeiro.>