Moraes pede à PGR parecer sobre incluir Jair e Flávio Bolsonaro em inquérito

A manifestação atende a um pedido protocolado pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do PT na Câmara, para ampliar os alvos da investigação.

Publicado em 26 de maio de 2026 às 13:59

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Crédito: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou à Procuradoria-Geral da República (PGR) um parecer sobre a inclusão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em inquérito que investiga o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

A manifestação atende a um pedido protocolado pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do PT na Câmara, para ampliar os alvos da investigação. O inquérito apura supostas práticas de coação no curso do processo, obstrução de Justiça e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, relacionadas à atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

O que diz o pedido de Lindbergh

No documento enviado ao STF, Lindbergh Farias argumenta que Jair e Flávio Bolsonaro teriam ligação com as ações atribuídas a Eduardo, inclusive por supostas articulações internacionais e benefícios políticos. O deputado também pede a adoção de medidas cautelares, como compartilhamento de provas, bloqueio de bens e eventual apreensão de passaporte de Flávio Bolsonaro.

O inquérito contra Eduardo Bolsonaro foi aberto em 2025 por determinação de Moraes, a pedido da PGR. O filho do ex-presidente está licenciado do mandato e vive nos EUA, onde teria atuado junto a autoridades americanas contra ministros do STF.

Contexto da investigação

A apuração tem como foco principal as tentativas de Eduardo Bolsonaro de pressionar por sanções internacionais contra autoridades brasileiras, incluindo o próprio ministro Alexandre de Moraes. Lindbergh Farias já havia protocolado representações anteriores relacionadas ao caso.

Até o momento, nem o STF nem a PGR se manifestaram publicamente sobre o teor do parecer solicitado. A manifestação da Procuradoria é considerada etapa importante para que Moraes decida se amplia ou não o rol de investigados.

A defesa dos Bolsonaro costuma classificar essas ações como perseguição política e lawfare. Até o fechamento desta matéria, nem a assessoria de Jair Bolsonaro nem a de Flávio Bolsonaro haviam se manifestado sobre o novo desdobramento.

Com informações do portal Metrópoles