Morre o jornalista Ayres Rocha, um dos mais longevos âncoras de TV do Norte, aos 62 anos

Jornalista conduziu por 30 anos telejornal local na Globo do Acre e ficou conhecido nacionalmente por apresentar edição comemorativa do “Jornal Nacional” em 2019.

Publicado em 14 de outubro de 2026 às 15:27

Ayres Rocha ficou conhecido nacionalmente por apresentar uma edição do "Jornal Nacional" em 2019. -
Ayres Rocha ficou conhecido nacionalmente por apresentar uma edição do "Jornal Nacional" em 2019. - Crédito: Reprodução/TV Globo.

Por Rui Guilherme Filho - Belém (PA)

O jornalista e âncora de TV, Ayres Rocha, morreu aos 62 anos na manhã desta quarta-feira (14) em Rio Branco, no Acre. Ayres lutava contra um câncer e estava em tratamento em João Pessoa, na Paraíba, mas há cerca de um mês, retornou a sua terra natal para ficar mais perto de sua família. Ayres ancorou por trinta anos o “Jornal do Acre”, telejornal exibido no horário nobre da Rede Amazônica, afiliada da Globo no estado, se tornando o âncora mais longevo da televisão na região norte do Brasil.

O jornalista ficou conhecido nacionalmente após integrar o projeto da Globo onde âncoras locais apresentavam por um sábado, a edição do “Jornal Nacional” em comemoração aos 50 anos do noticiário, em 2019. Na ocasião, ele apresentou ao lado da então âncora da Rede Bahia, Jéssica Senra, a edição de 7 de setembro daquele ano. No fim da edição, Ayres agradeceu a presença na bancada e reforçou o orgulho do seu estado, dizendo que “esta é mais uma prova que o meu Acre existe”.

Senra lamentou a morte do colega em comentário no jornal “Correio da Bahia”: "Arrasada… uma grande figura, dedicou a vida inteirinha ao jornalismo. Se aposentou há pouco tempo. Foi um grande parceiro neste momento memorável. Nos divertimos muito juntos. Que Deus o receba com muito amor!" , afirmou.

Ayres era bancário e começou na TV em 1989 para se ocupar no turno da tarde. Ainda sem experiência com televisão, aceitou o desafio de substituir um jornalista na condução da versão local do “Globo Esporte”. A experiência deu tão certo que passou por vários programas da Rede Amazônica, até parar no “Jornal do Acre” em 1995, onde se consolidou e se tornou referência no estado como jornalista, se graduando na profissão.

Em 2014, foi diagnosticado com câncer de próstata e se afastou da televisão, após ficar curado, retornou no ano seguinte. Em 2022, ele foi o rosto de uma campanha de novembro azul da emissora, incentivando os homens a fazerem exames e evitarem o preconceito contra a doença. Ayres deixou o telejornal e a emissora em novembro de 2024 para se dedicar mais à família e conhecer um pouco mais o Brasil, e sua paixão, as praias e o seu time do coração, o Vasco da Gama.

A governadora do Acre, Mailza Assis (PP), lamentou em nota a morte do jornalista e decretou luto oficial de três dias. Na nota, a governadora disse que Ayres “deixa um vazio no jornalismo e no coração de todos os acreanos que o tinham não como um apresentador, um jornalista, mas um amigo”.