MP aponta que Deolane teria planejado transferir dinheiro do PCC para Dubai

A promotoria sustenta que o país é frequentemente utilizado em estruturas empresariais que podem facilitar a ocultação da origem de ativos

Publicado em 19 de junho de 2026 às 21:19

(Segundo o Ministério Público, uma transportadora era utilizada para movimentar recursos da facção criminosa por meio de depósitos pulverizados e outras operações destinadas a dificultar o rastreamento do dinheiro.)
(Segundo o Ministério Público, uma transportadora era utilizada para movimentar recursos da facção criminosa por meio de depósitos pulverizados e outras operações destinadas a dificultar o rastreamento do dinheiro.) Crédito: Reprodução/Redes Sociais/Instagram

A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra é apontada pelo Ministério Público de São Paulo como integrante de um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo a denúncia aceita pela Justiça, ela teria participado de operações destinadas a ocultar e movimentar recursos oriundos do tráfico de drogas, incluindo planos para transferências internacionais de valores.

De acordo com o documento apresentado pelo MP, parte dos recursos investigados teria como destino Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A promotoria sustenta que o país é frequentemente utilizado em estruturas empresariais que podem facilitar a ocultação da origem de ativos, por meio de empresas de fachada e operações financeiras internacionais.

Além de Deolane, também se tornaram réus na ação Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado como líder do PCC, familiares dele e outros investigados supostamente envolvidos no esquema.

As investigações tiveram início em 2019, após a apreensão de manuscritos em um presídio de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. A partir daí, relatórios financeiros, quebras de sigilo bancário e análises de documentos passaram a embasar as apurações.

Segundo o Ministério Público, uma transportadora era utilizada para movimentar recursos da facção criminosa por meio de depósitos pulverizados e outras operações destinadas a dificultar o rastreamento do dinheiro. Deolane é apontada como uma das beneficiárias desses valores, acusação que é negada por sua defesa.

Com o recebimento da denúncia, os acusados passaram à condição de réus e terão prazo para apresentar defesa à Justiça. O processo segue em tramitação e ainda não há condenação. Conforme determina a legislação brasileira, todos os investigados são considerados inocentes até o trânsito em julgado de eventual sentença condenatória.

Com informações do portal CNN