Publicado em 12 de fevereiro de 2026 às 12:57
Um mapeamento patrimonial conduzido pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) revelou a existência de 48 imóveis e cerca de R$ 500 milhões vinculados a empresas de fachada utilizadas em um suposto esquema de lavagem de dinheiro. A identificação dos bens ocorreu na terça-feira (10) e integra uma ação que tramita sob sigilo judicial.>
De acordo com o órgão, os ativos estariam relacionados a recursos provenientes do narcotráfico e de fundos empresariais ligados a redes de supermercados distribuídas pelo país. A investigação descreve a atuação de uma organização criminosa que estruturou um sistema financeiro paralelo, operando como uma espécie de banco informal para movimentar e disfarçar valores de origem ilícita.>
O trabalho foi desenvolvido pelo Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (GAEPP), em conjunto com a Promotoria responsável por casos na Vara de Lavagem de Dinheiro da Capital. As apurações indicam que o grupo utilizava pessoas jurídicas criadas exclusivamente para dar aparência legal às operações, misturando capital regular com recursos ilegais em transações imobiliárias e empresariais.>
Entre os bens identificados estão apartamentos de alto padrão em Porto Alegre (RS), terrenos localizados em regiões litorâneas e prédios comerciais e residenciais. Segundo o MPSP, o patrimônio era mantido em nome de empresas interpostas, dificultando o rastreamento da real titularidade.>
As investigações apontam que os envolvidos atuavam em São Paulo, mas mantinham ramificações em diferentes estados, o que ampliava o alcance do esquema. O objetivo da ofensiva é interromper o fluxo financeiro da organização e garantir o bloqueio de valores que possam ter origem criminosa.>
Por se tratar de ação penal sob segredo de Justiça, o Ministério Público não divulgou detalhes sobre os investigados. O caso segue em apuração para identificar todos os responsáveis e dimensionar a extensão das operações financeiras realizadas pelo grupo.>