Publicado em 28 de maio de 2026 às 18:18
O Ministério Público do Paraná (MPPR) acusa um jovem, que não teve a identidade divulgada, de ter oferecido os serviços de advocacia da própria mãe a um homem investigado por violência doméstica em troca de isenção na mensalidade de uma academia. O caso envolve um estagiário de pós-graduação em Direito que atuava em regime de residência técnica no órgão.>
Segundo o MPPR, a negociação teria sido feita diretamente com o acusado, que é dono de uma academia e responde a um processo por violência doméstica. Em mensagens obtidas pela investigação, o jovem inicia a conversa de forma informal e afirma que o caso do homem teria chegado à promotoria onde ele trabalha.>
Na sequência, ele menciona que uma funcionária do órgão teria comentado que o investigado utilizaria um defensor dativo no processo. Em seguida, o estagiário sugere a atuação da mãe, que seria advogada, como alternativa de defesa.>
De acordo com o Ministério Público, o conteúdo das mensagens indica que o jovem também teria sugerido, de forma indireta, que sua atuação dentro da Promotoria poderia influenciar positivamente o andamento do processo, o que levantou suspeitas de uso indevido da função.>
O órgão afirma ainda que a intenção seria captar o cliente para o escritório da mãe, associando essa aproximação a uma suposta vantagem por sua posição no ambiente institucional.>
As irregularidades vieram à tona após a ex-companheira do acusado, vítima no processo de violência doméstica, ter acesso ao celular do homem após o fim do relacionamento. Ao encontrar as mensagens, ela levou o material à Promotoria de Justiça, o que permitiu a identificação do servidor.>
O caso segue sob análise do Ministério Público do Paraná, que apura as circunstâncias da conduta e possíveis implicações disciplinares e legais.>