Publicado em 17 de abril de 2026 às 11:55
Na última quinta-feira (16), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) apresentou uma emenda a um projeto que tramita na Câmara dos Deputados, propondo o fim da escala de trabalho 6x1. A proposta do parlamentar sugere que o governo federal assuma os custos adicionais que as empresas possam ter com a mudança.>
Em publicação no X (antigo Twitter), Ferreira criticou as tentativas da esquerda de pintar a proposta como uma defesa do trabalhador. “A esquerda quer vender a proposta como defesa do trabalhador, mas fazendo caridade com o chapéu dos outros: ‘A gente libera, o empreendedor paga’”, disse o deputado.>
Ferreira argumenta que a redução da jornada de trabalho pode beneficiar os trabalhadores, mas gerar instabilidade econômica. "Simplesmente empurrar a conta para as empresas pode resultar em desemprego, informalidade e crise. E desemprego e recessão não vão deixar ninguém relaxado nem cuidando dos seus", completou.>
O deputado não detalhou como funcionaria o ressarcimento às empresas. A reportagem tentou contato com a assessoria de Nikolas Ferreira para obter mais informações sobre a emenda, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.>
“Fazendo economia e desonerando a folha de pagamento, conseguimos garantir mais descanso para quem precisa. Direito social sério se faz com responsabilidade. Mais descanso, sim. Quebradeira e desemprego, não”, finalizou o parlamentar.>
Fim da escala 6x1>
Além da emenda de Ferreira, tramitam na Câmara propostas para extinguir a escala 6x1. Duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs), uma da deputada Erika Hilton (Psol-SP) e outra do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), já receberam parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e devem ser votadas na próxima semana.>
O governo Lula (PT) também apresentou um Projeto de Lei (PL) com urgência constitucional sobre o tema, propondo uma jornada de trabalho de 40 horas semanais na escala 5x2. Por outro lado, as PECs defendem uma jornada de no máximo 36 horas semanais, com três dias de folga.>
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), optou por priorizar as PECs em vez do projeto do governo, com a expectativa de que a votação sobre o fim da escala 6x1 aconteça ainda antes do fim de maio.>