Nikolas critica prisão de Filipe Martins e diz que Moraes “inova no absurdo”

Deputado do PL reage à decisão do STF que determinou a prisão preventiva do ex-assessor de Bolsonaro

Publicado em 2 de janeiro de 2026 às 12:28

Deputado do PL reage à decisão do STF que determinou a prisão preventiva do ex-assessor de Bolsonaro
Deputado do PL reage à decisão do STF que determinou a prisão preventiva do ex-assessor de Bolsonaro Crédito: Reprodução

Nesta sexta-feira (2), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou publicamente o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a ordem de prisão preventiva contra Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em publicação nas redes sociais, Nikolas afirmou que o magistrado “inova no absurdo” ao determinar a detenção.

Segundo o parlamentar, a decisão representa um excesso por parte do ministro. Nikolas citou a situação de Jair Bolsonaro, afirmando que o ex-presidente enfrenta restrições severas, problemas de saúde e limitações até mesmo no contato com familiares, enquanto Filipe Martins teria sido preso por uma suposta atividade em rede social.

A Polícia Federal cumpriu a ordem de Moraes e prendeu Filipe Martins dentro de casa, em Ponta Grossa, no Paraná. Ele foi levado para uma unidade de detenção no município. Desde 27 de dezembro, Martins estava em prisão domiciliar, usando tornozeleira eletrônica e submetido a medidas cautelares, entre elas a proibição de uso de redes sociais.

A prisão preventiva foi decretada após o ministro apontar descumprimento dessas medidas, com base em uma suposta utilização do LinkedIn. Moraes determinou que a defesa apresentasse esclarecimentos em até 24 horas. Os advogados, no entanto, negaram que Martins tenha acessado ou utilizado qualquer rede social.

Nikolas afirmou que a decisão se baseia em uma “suposta busca”, sem provas concretas, e voltou a falar em perseguição política. Para ele, a situação demonstra uma crise no sistema de Justiça e cobrou uma reação do Senado Federal.

Filipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão no julgamento do chamado núcleo 2 da trama golpista. De acordo com a Procuradoria-Geral da República, ele integrava o grupo responsável por ações para tentar manter Jair Bolsonaro no poder após as eleições de 2022.

Entre as acusações estão a elaboração da chamada minuta do golpe, o monitoramento de autoridades e a articulação de ações para dificultar o voto de eleitores do Nordeste. Em delação premiada, o tenente-coronel Mauro Cid afirmou que Martins foi quem apresentou o documento golpista a Bolsonaro após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.