Nunes Marques cobra informações do TSE sobre canal 'Exército do Lula' após divergência com corregedor

Presidente da Corte Eleitoral acionou setor de combate à desinformação sobre rede coordenada por Janones.

Publicado em 12 de outubro de 2026 às 09:14

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques
Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques Crédito: Alejandro Zambrana/Secom/TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta segunda-feira (12) que a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação da Corte envie relatórios técnicos com máxima urgência sobre o canal de WhatsApp “Exército do Lula”. O pedido busca checar a circulação de conteúdos replicados ou atuação coordenada nas redes no grupo mantido pelo deputado federal André Janones.

A ordem do presidente do tribunal ocorre após um impasse regimental na Corte. Nunes Marques havia mandado suspender o canal no domingo (11), mas o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, reverteu a decisão e restabeleceu o grupo, fixando prazos para a manifestação da defesa dos acusados e remetendo o julgamento definitivo ao Plenário do TSE. A representação que originou o processo foi apresentada pela candidatura do senador Flávio Bolsonaro.

Criado para mobilizar a militância governista, o canal conta atualmente com mais de 3,7 milhões de inscritos, com apoio direto de divulgação feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em reação ao crescimento da comunidade virtual de oposição, parlamentares aliados de Flávio Bolsonaro criaram canais semelhantes para a campanha no aplicativo.