Publicado em 22 de setembro de 2026 às 10:39
O jornalismo brasileiro perdeu nesta terça-feira (22) um de seus maiores e mais respeitados nomes. Zuenir Ventura faleceu aos 95 anos, deixando uma lacuna profunda na literatura e na imprensa nacional. A confirmação da partida foi dada pela família e repassada à imprensa pela Academia Brasileira de Letras (ABL) durante a manhã, embora a causa do óbito não tenha sido divulgada.>
Nascido em Além Paraíba, Minas Gerais, em 1931, Zuenir construiu uma trajetória brilhante e incansável ao longo de décadas. Sua assinatura esteve presente nas redações de alguns dos veículos mais importantes do país, como Tribuna da Imprensa, Correio da Manhã, O Cruzeiro, Visão, Veja, IstoÉ, Jornal do Brasil e O Globo. Mais do que cobrir o cotidiano, ele transformou grandes momentos de transição política e social em verdadeiras aulas de jornalismo literário na forma de livros-reportagem.>
Entre seus trabalhos mais emblemáticos está a obra 'O Ano que Não Terminou', lançada em 1968, que se tornou referência absoluta para compreender o clima de repressão da ditadura militar, os protestos estudantis e a explosão cultural daquela época. Seu talento com as palavras e o rigor apurativo também lhe renderam importantes honrarias, como o Prêmio Jabuti de Reportagem pelo aclamado livro 'Cidade Partida'.>
Reconhecido por sua contribuição imensurável à cultura do país, Zuenir foi empossado na Academia Brasileira de Letras em 30 de outubro de 2014, ocupando a Cadeira número 32 após suceder o escritor Ariano Suassuna. Agora, sua história de coragem profissional, sensibilidade humana e dedicação à verdade permanece viva na memória de leitores, colegas de profissão e em cada página que escreveu.>