Publicado em 30 de abril de 2026 às 07:25
A rotina de crimes de um dos homens mais procurados pela polícia fluminense terminou em uma abordagem precisa na Zona Oeste do Rio. Nesta quarta-feira (29), agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC-CAP) prenderam o indivíduo apontado como a principal mente por trás do roubo de mercadorias na Baixada Fluminense. O suspeito, que vinha sendo monitorado de perto, foi interceptado enquanto circulava por uma avenida no Recreio dos Bandeirantes.>
A prisão não foi por acaso. A Polícia Civil utilizou ferramentas de inteligência e monitoramento tecnológico para rastrear os passos do investigado. Segundo as autoridades, ele não apenas participava dos assaltos, mas coordenava toda a logística das ações criminosas na Baixada, região que sofre com o impacto desses delitos no preço dos produtos e na segurança dos motoristas.>
Essa captura faz parte da segunda fase da Operação Torniquete, uma ofensiva estratégica para asfixiar financeiramente as facções. Ao combater o roubo de cargas e o mercado de receptação, a polícia mira no "caixa" do crime organizado, que utiliza esse dinheiro para comprar armas e manter o controle de territórios.>
Desde que foi lançada, em setembro de 2024, a Operação Torniquete tem acumulado resultados expressivos que mostram o cerco fechando contra as quadrilhas.>
Mais de 900 prisões efetuadas em todo o estado.>
R$ 52 milhões em cargas e veículos recuperados e devolvidos aos proprietários.>
R$ 70 milhões em pedidos de bloqueio de bens e valores na Justiça.>
A eficiência da operação também tem alcançado criminosos que tentam se esconder no interior do Rio. Recentemente, a força-tarefa localizou em Araruama, na Região dos Lagos, dois foragidos do Espírito Santo. Kelvin Briere Lyra e Marcelo Gomes, ambos condenados por roubo de cargas, acreditavam estar seguros longe de casa, mas acabaram detidos pela equipe da 18ª DP (Praça da Bandeira).>
As ações da Polícia Civil seguem de forma contínua em diversas regiões do estado, com o objetivo de garantir que as estradas e os centros de distribuição voltem a ser locais seguros para o trabalho e a economia fluminense.>