O que se sabe sobre o caso do estupro coletivo contra menor de idade no RJ

Quatro jovens maiores de idade tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça e estão sendo procurados

Publicado em 2 de março de 2026 às 18:40

Quatro jovens maiores de idade tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça e estão sendo procurados
Quatro jovens maiores de idade tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça e estão sendo procurados Crédito: Reprodução

A Polícia Civil investiga a denúncia de violência sexual coletiva contra uma adolescente de 17 anos, ocorrida no fim de janeiro, em Copacabana, no Rio de Janeiro. O caso só se tornou público na última sexta-feira (27). Quatro jovens maiores de idade tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça e estão sendo procurados.

Segundo o delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP (Copacabana), até o momento não há novos registros oficiais de possíveis vítimas. No entanto, a polícia recebeu relatos informais pelas redes sociais e orienta que qualquer pessoa que tenha informações procure a delegacia.

De acordo com o delegado, caso surjam novas denúncias formais, isso poderá influenciar diretamente o andamento das investigações. Além dos quatro adultos investigados, um adolescente de 17 anos, ex-namorado da vítima, também é investigado. Por ser menor de idade, o caso dele será analisado pela Vara da Infância e da Adolescência.

Ainda segundo a polícia, dois dos investigados possuem antecedentes relacionados a envolvimento em brigas.

Como o caso aconteceu

Conforme as investigações, o episódio ocorreu na noite de 31 de janeiro. A adolescente teria sido convidada pelo ex-namorado para um encontro em um apartamento na Rua Viveiros de Castro.

Segundo o relato da vítima, enquanto estava no quarto com o jovem, outros rapazes entraram no local e houve a prática do ato sem consentimento.

Câmeras de segurança registraram a chegada dos envolvidos ao prédio e a saída deles cerca de uma hora depois.

Após o ocorrido, a adolescente procurou a delegacia para registrar a denúncia. O exame de corpo de delito apontou lesões compatíveis com violência física em áreas íntimas.

Situação dos investigados

Depois que a Polícia Civil concluiu o indiciamento, o Ministério Público do Rio de Janeiro apresentou denúncia à Justiça. Os quatro adultos investigados se tornaram réus e tiveram a prisão preventiva decretada. Como não foram localizados durante uma operação realizada pela polícia, são considerados foragidos.

A defesa de um dos acusados nega a participação dele no crime. Os demais investigados não foram localizados para comentar o caso.

Foragidos
Foragidos Crédito: Reprodução

Conversas e investigação

As investigações apontam que o adolescente teria enviado mensagens convidando a jovem para o encontro. Nas conversas, ela mencionou a possibilidade de chamar uma amiga para acompanhá-la, o que não aconteceu.

Ainda segundo a apuração, ao chegar ao prédio, o jovem teria comentado que outros amigos estavam no apartamento e sugerido que eles participassem do momento, algo que, conforme o relato da vítima, não teve seu consentimento.

Posicionamento de instituições

O Colégio Pedro II informou que iniciou o processo de desligamento dos alunos acusados. Em nota, a instituição declarou solidariedade à vítima e reafirmou o compromisso com o combate à violência de gênero.

A Polícia Civil segue com as buscas pelos investigados e pede que qualquer informação que ajude na localização seja comunicada às autoridades.