Publicado em 15 de outubro de 2026 às 16:28
A OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, alertou a Polícia Federal sobre conversas de ao menos dois usuários que manifestaram intenção de atacar ou ameaçar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. A informação foi divulgada pela Folha de S.Paulo nesta quinta-feira (15), com base em documentos obtidos pelo jornal.>
Segundo os documentos, a empresa identificou indícios de uma possível situação de risco à integridade física de terceiros. No início de outubro, uma das contas envolvidas foi encerrada e os dados das conversas foram encaminhados à Polícia Federal.>
Um dos casos envolve um homem que mantinha conversas com o ChatGPT desde janeiro. Em setembro, ele relatou ter visto Lula durante um evento de campanha e, posteriormente, fez declarações sobre a possibilidade de atacar o presidente. As mensagens também continham referências a armas e a uma possível fuga.>
Apesar de, em alguns momentos, o usuário afirmar que não pretendia colocar as ameaças em prática e que não possuía uma arma, a OpenAI avaliou que o conjunto das conversas apresentava risco suficiente para ser comunicado às autoridades.>
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, encaminhou a documentação ao Ministério da Justiça para avaliação sobre a abertura de dois inquéritos. Um deles apuraria possíveis crimes de ameaça e injúria, enquanto o outro trata especificamente de ameaça contra Lula.>
A OpenAI também informou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o caso, dentro de seu plano de conformidade eleitoral. Segundo a empresa, as autoridades são comunicadas quando as conversas indicam risco real de danos a outras pessoas.>
Os documentos obtidos pela Folha não mostram as respostas dadas pelo ChatGPT aos usuários. A PF avaliou o material encaminhado pela empresa e identificou, entre outros elementos, ameaças de violência contra terceiros e manifestações relacionadas ao uso de armas.>