Publicado em 29 de maio de 2026 às 09:46
A Polícia Federal foi às ruas do Rio de Janeiro, na manhã desta sexta-feira (29), para desarticular um esquema de fraude documental utilizado para abastecer o mercado ilegal de armas e munições. Batizada de Operação Fallax, a ação cumpriu três mandados de busca e apreensão na capital fluminense, mirando imóveis conectados ao principal suspeito e a uma empresa gerenciada por ele, que era utilizada para movimentar o dinheiro das transações criminosas.>
O alvo da investigação adotava uma estratégia audaciosa para enganar o comércio especializado. Ele se apresentava falsamente como integrante da Polícia Judicial, carregando distintivos, carteiras de identificação funcional e outros adereços para fingir autoridade e legitimidade. De acordo com os policiais da Delegacia de Repressão a Crimes contra o Patrimônio e ao Tráfico de Armas, a farsa ia além: o homem chegou a falsificar papéis timbrados em nome do Superior Tribunal Militar (STM), que não possuem nenhuma validação nos sistemas reais daquela corte.>
A engenharia do golpe começou a ruir quando os investigadores cruzaram os dados dos Certificados de Registro de Arma de Fogo (CRAFs) apresentados pelo investigado nas lojas. As consultas oficiais revelaram informações totalmente incompatíveis ou inexistentes nos bancos de dados do governo. Além dos registros das armas, o suspeito também portava termos de cautela e autorizações de porte falsificados para camuflar o arsenal que vinha adquirindo.>
Com o cerco fechado e o material apreendido nesta manhã, o falso policial entra agora na mira da Justiça por uma série de infrações graves. O andamento do inquérito aponta que ele deve responder formalmente pelos crimes de falsificação de documento público e uso de documentação falsa. Além disso, a Polícia Federal ressalta que o homem poderá enfrentar duras penas previstas no Estatuto do Desarmamento, à medida que novas conexões sobre o destino final dessas armas e munições forem descobertas.>