Publicado em 15 de abril de 2026 às 11:21
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (15), uma megaoperação contra um grupo suspeito de lavar dinheiro em larga escala no Brasil e no exterior. Entre os presos estão o influenciador Raphael Sousa Oliveira, conhecido por ser o criador da página Choquei, além dos cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo. A investigação aponta que a organização teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão por meio de transações financeiras consideradas ilícitas.>
Batizada de Operação Narco Fluxo, a ofensiva mobilizou mais de 200 agentes federais e teve apoio de forças policiais estaduais. Ao todo, foram expedidos 39 mandados de prisão temporária e 45 mandados de busca e apreensão, autorizados pela 5ª Vara Federal de Santos, no litoral de São Paulo. As diligências ocorreram simultaneamente em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernanbuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.>
Segundo as apurações, o grupo utilizava uma estrutura financeira sofisticada para ocultar a origem do dinheiro, com o uso de empresas, terceiros, depósitos fracionados, grandes quantias em espécie e operações com criptoativos. A suspeita é de que parte dos recursos tenha ligação com atividades criminosas, incluindo tráfico internacional de drogas e evasão de divisas.>
A Justiça também determinou o bloqueio de bens, contas bancárias e participações societárias de dezenas de investigados, entre pessoas físicas e jurídicas. No caso de MC Ryan SP, o valor do bloqueio pode chegar a R$ 2,2 bilhões, conforme a decisão judicial baseada no lucro estimado dos crimes investigados e nos relatórios de inteligência financeira do Coaf.>
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam veículos de luxo, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos, que agora passarão por perícia e análise. O material deve ajudar a Polícia Federal a aprofundar a investigação sobre o fluxo financeiro do grupo e a eventual participação individual de cada alvo.>
Em nota, a defesa de MC Ryan SP informou que ainda não teve acesso integral aos autos, que correm sob sigilo, e por isso não comentaria o mérito da investigação neste momento. Os advogados, no entanto, afirmaram que todas as movimentações financeiras do artista têm origem comprovada e seguem regular recolhimento tributário.>
As investigações seguem em andamento, e os alvos poderão responder por crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.>