Operação interestadual prende suspeito ligado a esquema de tráfico no Polígono da Maconha

Investigado, apontado como parente de Fernandinho Beira-Mar, é suspeito de articular compra e distribuição de drogas para o Comando Vermelho.

Publicado em 14 de fevereiro de 2026 às 17:47

Operação interestadual prende suspeito ligado a esquema de tráfico no Polígono da Maconha
Operação interestadual prende suspeito ligado a esquema de tráfico no Polígono da Maconha Crédito: Reprodução/PCERJ

Uma ação conjunta das polícias civis do Rio de Janeiro e de Pernambuco resultou, nesta sexta-feira (13), na prisão de um homem investigado por integrar a logística de abastecimento do Comando Vermelho. Ele foi localizado no município de Cabrobó, área inserida na região conhecida como Polígono da Maconha.

De acordo com as apurações, o suspeito é apontado como cunhado de Fernandinho Beira-Mar e teria papel estratégico na engrenagem do tráfico interestadual. As investigações indicam que ele atuava na negociação direta com produtores, garantia da qualidade dos entorpecentes e manutenção de rotas utilizadas para o envio das cargas a diferentes pontos do país.

A polícia identificou dois polos centrais de atuação do investigado. Um deles funcionaria em Mogi das Cruzes, na Região Metropolitana de São Paulo, responsável por organizar trajetos que cruzam o Centro-Sul brasileiro, com conexões internacionais envolvendo Paraguai, Bolívia e Colômbia. O outro eixo estaria concentrado em Cabrobó, no sertão pernambucano, de onde partiriam remessas de cocaína destinadas a estados do Nordeste e carregamentos de maconha direcionados a outras regiões.

O Polígono da Maconha, onde ocorreu a prisão, é historicamente associado ao cultivo ilegal de cannabis e à disputa territorial entre organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital, o próprio Comando Vermelho e o Bonde do Maluco. A localização estratégica da área, próxima a rodovias federais como as BR-116, BR-232 e BR-316, favorece o escoamento da produção ilícita para diferentes estados.

Segundo os investigadores, o preso teria função operacional relevante dentro da cadeia logística, assegurando que as rotas permanecessem ativas e que as cargas chegassem ao destino. A apuração continua para identificar outros envolvidos e mapear possíveis ramificações do esquema em outras unidades da federação.