Publicado em 31 de março de 2026 às 08:22
A Polícia Civil do Espírito Santo abriu uma nova frente de apuração para investigar a possível participação de policiais civis em um esquema ligado ao tráfico de drogas no estado. A investigação ganhou força após uma denúncia citada pelo delegado-geral José Darcy Arruda, no contexto da Operação Turquia, ação que já apura a atuação de uma organização criminosa com suspeita de envolvimento de agentes públicos.>
Segundo a corporação, a Corregedoria Geral foi acionada para verificar quais providências foram adotadas após o recebimento da denúncia. O caso veio à tona durante entrevista concedida pelo delegado-geral, quando foi revelado que um depoimento, prestado no âmbito da operação, apontava que um policial investigado teria papel central no tráfico de drogas no Espírito Santo.>
A apuração está relacionada à Operação Turquia, conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Espírito Santo (FICCO/ES) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Espírito Santo (GAECO/MPES). A ação investiga uma rede criminosa formada por traficantes e servidores públicos suspeitos de colaborar com o grupo.>
As investigações indicam que parte dos entorpecentes apreendidos em operações oficiais pode ter sido desviada antes mesmo do registro formal nos boletins de ocorrência. Esse material, de acordo com as apurações, seria posteriormente repassado a intermediários ligados à organização criminosa. A suspeita levou ao cumprimento de prisões temporárias, mandados de busca e medidas de afastamento de servidores de suas funções.>
Na segunda fase da operação, deflagrada neste mês, um policial civil que já havia sido afastado na etapa anterior teve a prisão temporária decretada. Além dele, outras lideranças do tráfico e suspeitos de integrar o esquema também foram alvos das medidas judiciais.>
O Ministério Público informou que a denúncia formal, apresentada em dezembro de 2025, foi recebida pela Justiça ainda no mesmo mês, tornando os investigados réus no processo. O caso segue em tramitação no Poder Judiciário, sob sigilo em algumas etapas, enquanto novos elementos são reunidos pelas autoridades.>
Em nota, o MPES reforçou que continuará adotando todas as medidas cabíveis dentro de suas atribuições legais, destacando o respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e às garantias constitucionais dos envolvidos.>