Operação mira esquema de venda ilegal de remédios abortivos na web

Ação da Polícia Civil do Rio de Janeiro cumpre mandados na Zona Oeste contra perfis que utilizavam redes sociais para divulgar tutoriais clandestinos.

Publicado em 9 de setembro de 2026 às 10:54

Operação mira esquema de venda ilegal de remédios abortivos na web
Operação mira esquema de venda ilegal de remédios abortivos na web Crédito: Reprodução/PCRJ

O avanço de investigações cibernéticas mobilizou equipes policiais nas primeiras horas desta quarta-feira (9) em bairros da Zona Oeste do Rio de Janeiro. A Operação Anjo Caído, conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCI), cumpriu mandados de busca e apreensão em cinco endereços distribuídos por Campo Grande e Cosmos, visando desarticular uma rede que lucrava com a comercialização clandestina de medicamentos abortivos na internet.

O esquema funcionava de maneira articulada nas redes sociais, onde perfis publicavam conteúdos explícitos como tutoriais de interrupção da gravidez e abordagens sobre testes positivos indesejados. A partir desses vídeos, as interessadas eram direcionadas para canais de atendimento privado, espaço onde ocorria a venda dos produtos terapêuticos sem qualquer controle sanitário ou garantia de procedência.

Para despistar as autoridades e dificultar o rastreio, os suspeitos utilizavam uma complexa teia digital composta por múltiplos perfis, linhas telefônicas variadas e diferentes dispositivos eletrônicos. O cerco começou a fechar quando os investigadores cruzaram dados cadastrais, registros de conexão e informações solicitadas a empresas de tecnologia e operadoras de telefonia, conseguindo mapear os vínculos entre os alvos e os locais de operação.

Com as ordens judiciais expedidas, a ofensiva policial tem como foco principal a coleta de provas materiais, como celulares, computadores, mídias de armazenamento e documentos que ajudem a detalhar o funcionamento do grupo e a responsabilidade de cada envolvido. O caso segue sob apuração rigorosa pelos crimes de falsificação e adulteração de produtos medicinais, além de apologia e incitação ao crime.