Publicado em 19 de agosto de 2026 às 16:15
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, nesta quarta-feira (19), a Operação 3D, voltada a desarticular um grupo criminoso especializado na fabricação artesanal de armas de fogo utilizando impressoras 3D. Até a última atualização, 16 pessoas haviam sido presas em uma ofensiva que cumpriu 20 mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão em seis cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre e arredores.>
O principal alvo da operação, apontado como o responsável pela produção do armamento, foi detido em Canoas. Em depoimento às autoridades, o homem afirmou ter aprendido as técnicas de fabricação por meio de instruções obtidas na internet, embora a polícia investigue a colaboração de outras pessoas com conhecimentos técnicos na área. Segundo o delegado Alencar Carraro, diretor de investigações do Denarc, as armas produzidas eram de grosso calibre e apresentavam uma "qualidade interessante" e boa precisão, sendo consideradas armamentos de uso proibido.>
A investigação, iniciada em novembro de 2025 após a apreensão de componentes de armas impressas, revelou uma estrutura organizada com divisão de tarefas. O grupo possuía núcleos responsáveis pela fabricação, organização de encomendas e distribuição final dos produtos. O armamento era comercializado para membros de diversas facções criminosas do estado, atingindo inclusive grupos rivais entre si. Devido à complexidade da montagem e da tecnologia envolvida, essas armas alcançavam valores muito altos no mercado ilegal.>
Além de Canoas, as ordens judiciais foram executadas em Porto Alegre, Triunfo, Eldorado do Sul, São Leopoldo e Montenegro. A operação foi conduzida pelo Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), que segue apurando o alcance total da rede de distribuição e a possível participação de novos envolvidos no esquema tecnológico de armamento.>
Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.>