Publicado em 29 de abril de 2026 às 08:10
O treinador de jiu-jitsu Melqui Galvão foi preso nesta terça-feira (28), durante uma operação da Polícia Civil de São Paulo que investiga denúncias de violência sexual contra alunas. O suspeito foi localizado em Manaus, onde também atua como policial civil.
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A prisão é resultado de uma investigação conduzida pela 8ª Delegacia de Defesa da Mulher, que apura relatos de abusos envolvendo, até o momento, três possíveis vítimas em diferentes regiões do país, todas menores de idade.>
O caso começou a ser apurado após uma adolescente de 17 anos denunciar ter sido vítima de atos sem consentimento durante uma competição fora do Brasil. Atualmente residindo nos Estados Unidos, ela prestou depoimento com o acompanhamento da família.>
Segundo os investigadores, há registros que reforçam as suspeitas, incluindo uma gravação na qual o investigado faria menções indiretas ao episódio, além de, supostamente, tentar conter a denúncia por meio de oferta de dinheiro.>
Com o avanço das diligências, outras duas vítimas foram identificadas e apresentaram relatos semelhantes. Em um dos casos, uma delas afirmou ter apenas 12 anos na época em que os fatos teriam ocorrido.>
A polícia informou que o suspeito havia viajado para a capital amazonense menos de um dia antes da ordem judicial ser cumprida. Após contato entre as equipes, ele compareceu às autoridades e foi detido.>
Também foram realizadas buscas em imóveis ligados ao investigado em Jundiaí, no interior de São Paulo, como parte das medidas para coleta de provas.>
A repercussão do caso atingiu o cenário esportivo, especialmente o jiu-jitsu, já que o suspeito é pai de Mica Galvão, atleta com títulos expressivos na modalidade.>
As investigações seguem em andamento para aprofundar a apuração e verificar a existência de outras possíveis vítimas.>