Passeio de helicóptero que terminou com quatro mortes no Rio custou R$ 2,5 mil e durou cerca de 20 minutos

Três turistas colombianas da mesma família e o piloto morreram após a aeronave cair em uma área de mata próxima à Vista Chinesa.

Publicado em 8 de agosto de 2026 às 19:36

Corpo de bombeiros no local do acidente -
Corpo de bombeiros no local do acidente - Crédito: Divulgação/Corpo de Bombeiros

Um passeio turístico que deveria proporcionar uma vista privilegiada do Rio de Janeiro terminou em tragédia na manhã deste sábado (8). Três turistas colombianas e o piloto de um helicóptero morreram após a aeronave cair em uma área de mata próxima à Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, Zona Sul da capital fluminense.

As passageiras foram identificadas como Rocío Cubillos, de 59 anos, Wendy Manrique, de 37, e Sofía Murillo, de 17 anos. As três eram da mesma família e estavam no Rio de Janeiro como turistas. O piloto da aeronave era Alessandro Rocha.

Passeio tinha portas abertas

De acordo com informações divulgadas após o acidente, as três colombianas haviam contratado um voo panorâmico com duração aproximada de 20 minutos, na modalidade conhecida como “Doors Off”, em que a aeronave realiza o trajeto com as portas abertas.

O passeio custou R$ 2.550 mil para as três passageiras e era oferecido pela empresa Voos Rio Panorâmicos e Serviços Aeronáuticos (VRP). O trajeto turístico incluía pontos conhecidos da cidade, com a possibilidade de observar as paisagens do Rio durante o voo.

A aeronave utilizada era um Robinson R44, de matrícula PP-MFS. Segundo informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o helicóptero possuía certificado de aeronavegabilidade válido e autorização para a realização de voos panorâmicos.

Queda aconteceu em área de difícil acesso

O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 11h da manhã após a queda. Os destroços foram encontrados em uma região de mata bastante inclinada e de difícil acesso, o que dificultou o trabalho das equipes de resgate.

Cerca de 40 militares, 11 veículos e quatro unidades operacionais participaram da ocorrência. Após o impacto, houve um incêndio na vegetação, que foi controlado pelos bombeiros. As quatro vítimas morreram no local.

Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML), enquanto a área foi preservada para o trabalho da perícia.

Família estava no Rio para comemoração

Segundo informações divulgadas pela imprensa, as três colombianas estavam no Brasil em uma viagem em família. Sofía Murillo havia viajado ao Rio para comemorar o aniversário de 15 anos de uma parente.

Familiares que aguardavam no hangar da empresa para realizar outro voo panorâmico souberam inicialmente do acidente pelas redes sociais. O voo das três vítimas havia sido contratado antes da saída da aeronave.

Investigação vai apontar causas

As circunstâncias que provocaram a queda ainda não foram esclarecidas. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) deverá investigar o acidente para determinar o que aconteceu com a aeronave.

A Anac informou que está acompanhando o caso e afirmou que também deverá atuar em conjunto com a Prefeitura do Rio na fiscalização dos voos panorâmicos. Após a tragédia, o prefeito Eduardo Cavaliere chegou a defender a possibilidade de uma suspensão temporária desse tipo de operação para uma fiscalização mais ampla das aeronaves e dos helipontos.

A empresa responsável pelo passeio afirmou que acompanha a apuração e que prefere aguardar os esclarecimentos oficiais antes de divulgar novas informações sobre o acidente.

Texto por Pedro Moraes, com a supervisão de Danielle Zuquim.