Publicado em 17 de fevereiro de 2026 às 16:41
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também está entre as autoridades que tiveram dados sigilosos acessados de forma irregular no sistema da Receita Federal, segundo informou o Supremo Tribunal Federal. A revelação foi feita após a deflagração de uma operação da Polícia Federal, nesta terça-feira, para investigar o possível vazamento de informações fiscais de ministros da Corte, do chefe do Ministério Público e de familiares.>
A ação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes e faz parte do inquérito das fake news, aberto em 2019 para apurar ataques coordenados contra integrantes do Supremo.>
De acordo com relatório enviado pela Receita ao STF, foram identificados diversos acessos sem justificativa funcional aos sistemas internos do órgão. A análise inicial aponta indícios de violação de sigilo funcional, crime previsto no Código Penal.>
O Supremo destacou que o problema não se resume à quebra individual de sigilo fiscal. Segundo a Corte, a divulgação fragmentada e fora de contexto de informações protegidas pode ter sido usada para criar suspeitas artificiais contra autoridades públicas.>
Quatro servidores públicos são suspeitos de envolvimento no caso: Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes. Eles foram afastados das funções e deverão prestar depoimento à Polícia Federal, que continuará com as investigações.>