PC busca dois jovens suspeitos de participar de estupro coletivo de menina de 12 anos no Rio

Seis adolescentes já foram apreendidos por envolvimento na emboscada armada contra a menor na Zona Oeste.

Publicado em 18 de maio de 2026 às 08:12

PC busca dois jovens suspeitos de participar de estupro coletivo de menina de 12 anos no Rio
PC busca dois jovens suspeitos de participar de estupro coletivo de menina de 12 anos no Rio Crédito: Bruno Mirandella/OAB-RJ

Uma investigação conduzida pela Delegacia de Apoio à Mulher (Deam) de Campo Grande tenta localizar dois adolescentes suspeitos de participar do estupro coletivo de uma menina de 12 anos na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O crime de extrema violência aconteceu no final do mês de abril, mas o caso ganhou forte repercussão após a apreensão de outros seis menores na última sexta-feira (15). Segundo as apurações policiais, a vítima foi atraída para uma emboscada armada pelo seu próprio namorado, sendo violentada por um grupo de oito jovens.

A denúncia chegou às autoridades na noite da última quarta-feira (13), quando a mãe da garota descobriu a situação e procurou a delegacia para registrar a ocorrência. Em depoimento oficial, a adolescente confirmou todos os detalhes da agressão e ajudou a identificar os envolvidos. Diante da gravidade do relato, a polícia agiu rápido para pedir a internação provisória de todo o grupo.

Os desdobramentos do caso revelaram detalhes chocantes sobre a conduta dos agressores. De acordo com a delegada Fernanda Caterine, os jovens filmaram toda a ação e compartilharam as imagens nas redes sociais. Não bastasse a exposição, os envolvidos aparecem no registro comemorando o ato e vangloriando-se do crime. A investigação também descobriu que os menores passaram a comercializar o vídeo da violência na internet pelo valor de 5 reais.

A operação policial realizada no fim da semana conseguiu localizar seis dos oito investigados nos bairros de Campo Grande e Santíssimo. Eles foram autuados por atos infracionais equivalentes aos crimes de estupro coletivo de vulnerável e divulgação de cena de abuso sexual. Enquanto os agentes continuam as buscas para capturar os dois últimos suspeitos que permanecem foragidos, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro informou que o processo corre sob total segredo de justiça para proteger a identidade da vítima.