Publicado em 7 de janeiro de 2026 às 07:39
A conclusão da perícia da Polícia Federal no iPhone de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, revelou um cenário que vai além das suspeitas de crimes financeiros, conforme o influenciador Alessandro Vieira destacou em seu perfil do Instagram. De acordo com o exposto pelo influenciador, o aparelho celular, apreendido minutos antes de o banqueiro tentar deixar o país em novembro de 2025, revelou indícios de um sofisticado esquema de contraespionagem, manipulação de informação e uma extensa rede de contatos no centro do poder político e jurídico em Brasília.>
Em seu perfil no Instagram, o influenciador destaca que o conteúdo extraído do dispositivo demonstra que Vorcaro não somente possuía o conhecimento prévio das investigações que avançavam contra ele, como também tentava influenciar e monitorar seus desdobramentos por meios ilegais.>
Documentos sigilosos e a suspeita de vazamento interno>
Um dos achados, considerados mais graves pela PF, foi a presença de documentos classificados como sigilosos e integrantes do próprio inquérito em curso, no celular do banqueiro. Conforme a investigação, o material indica que Vorcaro tinha acesso privilegiado a informações protegidas por segredo de Justiça, o que levanta a hipótese de vazamentos internos ou de uma rede estruturada de informantes dentro do sistema estatal.>
Conforme o exposto por Alessandro, em suas redes sociais, "esse elemento foi decisivo para fragilizar a versão apresentada pela defesa, segundo a qual a viagem internacional do banqueiro teria caráter estritamente profissional". Para a Polícia Federal, Vorcaro tinha plena consciência de que o cerco investigativo se fechava e buscava sair do país munido de informações estratégicas.>
Contratação de hackers e manipulação da opinião pública>
As mensagens analisadas pela perícia revelaram ainda, segundo o influenciador Alessandro divulgou, tratativas para a contratação de hackers com o objetivo de invadir sistemas e obter dados sobre investigações em andamento. Paralelamente, foram identificadas conversas que indicam o uso de estruturas automatizadas, conhecidas como “bot farms”, para interferir no debate público.>
Segundo a PF, essas redes de robôs digitais teriam sido utilizadas para suprimir notícias negativas sobre a situação financeira do Banco Master e, ao mesmo tempo, inflar artificialmente a imagem da instituição nas redes sociais, em uma estratégia coordenada de gestão de reputação e desinformação.>
Agenda reúne nomes centrais da política e do Judiciário>
Outro ponto que gerou forte repercussão nos bastidores de Brasília foi a agenda de contatos encontrada no aparelho. A lista reúne nomes de destaque dos Três Poderes, compondo um verdadeiro “quem é quem” da República.>
Entre os contatos salvos estavam o do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, além do ministro do Supremo Tribunal Federal Nunes Marques que, em nota anterior, afirmou que seu número teria circulado publicamente após a sabatina no Senado. A agenda inclui ainda referências a outros ministros do STF, como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, ao governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e a senadores com papel relevante no Congresso Nacional.>
Para investigadores, a simples presença desses contatos não configura crime, mas reforça o grau de inserção política de Vorcaro e amplia a pressão por esclarecimentos sobre eventuais tentativas de influência ou interlocuções indevidas.>
Investigação>
Com a conclusão da perícia, a investigação entra agora em uma fase considerada sensível pela Polícia Federal. Os dados extraídos do celular devem embasar novos pedidos judiciais, aprofundar linhas de apuração sobre vazamentos e ampliar o alcance das investigações, que já extrapolam o campo financeiro e avançam sobre possíveis crimes contra a administração da Justiça.>
Nos corredores do poder, o caso é visto como potencialmente explosivo, tanto pelo conteúdo revelado quanto pelos nomes que orbitam a apuração um cenário que promete novos desdobramentos nos próximos meses.>