Petrobras indica novo aumento da gasolina nos próximos dias

Presidente da estatal afirma que reajuste está em análise e cita impacto do mercado internacional

Publicado em 12 de maio de 2026 às 14:19

Presidente da estatal afirma que reajuste está em análise e cita impacto do mercado internacional
Presidente da estatal afirma que reajuste está em análise e cita impacto do mercado internacional Crédito: Reprodução

Nesta terça-feira (12), a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a estatal prepara um novo reajuste no preço da gasolina e indicou que a alta deve acontecer “já já”. Sem informar valores ou uma data oficial, a executiva explicou que a empresa acompanha o comportamento do mercado internacional e a concorrência com o etanol antes de definir qualquer mudança.

Segundo Magda, a recente queda no preço do etanol no Brasil influenciou a análise da Petrobras sobre os combustíveis. Como o biocombustível compete diretamente com a gasolina, principalmente por causa da grande frota de veículos flex no país, a estatal avalia os impactos no consumo e na participação da empresa no mercado nacional.

A presidente destacou que a Petrobras mantém uma política comercial que evita repassar imediatamente aos consumidores todas as oscilações dos preços internacionais do petróleo e derivados. Mesmo assim, a companhia segue monitorando diariamente as variações do mercado externo.

Durante a declaração, Magda afirmou que a estatal e o governo federal trabalham juntos em alternativas para reduzir os impactos da alta dos combustíveis no bolso da população. Segundo ela, novas medidas relacionadas à gasolina devem ser anunciadas em breve.

A executiva também reforçou que a Petrobras busca manter sua participação no mercado brasileiro de combustíveis e disse que a companhia não pretende perder espaço para concorrentes.

Além da gasolina, Magda Chambriard informou que o preço do gás natural também deve sofrer aumento nos próximos períodos. Segundo ela, todas as decisões levam em conta o cenário internacional e a necessidade de manter a competitividade da estatal.

A presidente relembrou ainda que, em março, a Petrobras recebeu apoio do governo para reduzir os impactos da alta do diesel. Na época, houve uma subvenção equivalente a R$ 0,70 por litro do combustível e, semanas depois, outro suporte de R$ 0,80 por litro, totalizando R$ 1,50 em incentivos para amortecer os preços no mercado interno.